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Mundo

Sarkozy pede sanções mais fortes contra Irã

Arquivo Geral

24/09/2009 0h00

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, pediu hoje ao Conselho de Segurança da ONU sanções mais fortes contra o Irã, se esse país não esclarecer com rapidez as intenções de seu programa nuclear.

“Esperamos uma resposta para 1º de outubro. Há sete anos, o Irã nos dá demoras. Se até o fim de ano o Irã não mudar de política, terá que assumir responsabilidades e impor-lhes sanções nos âmbitos financeiro e energético”, disse hoje Sarkozy.

O líder francês se expressou duramente sobre a atitude das autoridades iranianas no âmbito nuclear durante seu discurso no Conselho, que – por proposta dos EUA – aprovou hoje uma resolução que busca eliminar a proliferação nuclear e os testes atômicos, para que o mundo fique livre dessas armas e diminuam os riscos de terrorismo.

“Enfrentamos duas grandes crises de proliferação: Irã e Coreia do Norte. Pioram de ano em ano”, disse o chefe de Estado francês, que perguntou ao Conselho “como justificar aos olhos do mundo” se reunir sem abordar esses assuntos.

Acusou as autoridades de Teerã e de Pyongyang de prejudicar “a segurança coletiva” e de criar inquietação no mundo.

Sarkozy ressaltou que “o Irã segue adiante com seus projetos nucleares de proliferação em violação a cinco resoluções da ONU”, e considerou que “ninguém com seriedade pode acreditar que esses programas têm objetivos pacíficos”.

O presidente francês destacou as repetidas ofertas de negociação que esses países fizeram a Teerã desde 2005, “sempre generosas e abertas. Qual foi sua resposta? O Irã acumula centrífugas e enriquece urânio”.

Sarkozy considerou que o desenvolvimento do arsenal balístico iraniano representa uma ameaça para a Europa, incluindo a Rússia, além de lembrar que o Governo do Irã ameaçou “eliminar do mapa” um país-membro da ONU, Israel, e nega o Holocausto.

Além disso, questionou que as autoridades iranianas estejam negociando de boa fé e disse acreditar que estão levando o povo iraniano “à via da radicalização e da proliferação”.

Quanto à Coreia do Norte, pediu às nações que têm influência sobre suas autoridades para que as utilizem e coloquem fim a suas ambições no âmbito nuclear.

“Peço a todos os países que vigiem e interceptem as exportações ilegais de armas e nucleares da Coreia do Norte. Se não fizermos isso, continuarão expandindo no mundo o germe para novas crises”, acrescentou Sarkozy.

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