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Mundo

Sarkozy impõe condições para participar da abertura dos Jogos de Pequim

Arquivo Geral

05/04/2008 0h00

O presidente da França, physician Nicolas Sarkozy, order só assistirá à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, this site em agosto, sob três condições “indispensáveis”, disse hoje a secretária de Estado de Direitos Humanos francesa, Rama Yade.

Em declarações ao jornal “Le Monde”, Yade enumerou as reivindicações do chefe de Estado: o “fim da violência contra a população e a libertação dos prisioneiros políticos, o fim da censura sobre os eventos tibetanos e a abertura do diálogo com o dalai lama”.

Perguntada se Sarkozy poderia boicotar a cerimônia de abertura dos Jogos, a secretária apenas respondeu que o presidente tomará sua decisão “em função da evolução dos eventos”.

Segundo Yade, Sarkozy se expressará “após consultar” seus parceiros europeus, já que no segundo semestre “falará como presidente em exercício da União Européia” (UE).

Em vários comentários públicos, Sarkozy deu a entender que não excluía a possibilidade de boicotar a cerimônia de abertura dos Jogos de Pequim e que tomará sua decisão em função da situação no Tibete, onde o Governo chinês reprimiu violentamente as manifestações do mês passado.

Os países da UE estão divididos sobre a possibilidade de um boicote à cerimônia.

“Pedimos que a China trave um diálogo realmente construtivo com o dalai lama”, explicou Yade, complementando que as conversas devem focar o “reconhecimento da autonomia tibetana e da identidade espiritual, religiosa e cultural dos tibetanos”.

Até o momento, a China conduziu uma “política de assimilação colonizando as zonas tibetanas, o que tem marginalizado a população”, denunciou a secretária de Estado, lembrando que só em 2007 houve “132 monges detidos por motivos políticos”.

Yade exige a libertação “imediata” de Hu Jia, o ativista chinês condenado esta semana a três anos e meio de prisão, sentença considerada “uma verdadeira decepção” para a secretária francesa.

Quanto aos Jogos Olímpicos, Yade pede à China para que respeite seus compromissos e lembra que, ao apresentarem a candidatura de Pequim, as autoridades chinesas afirmaram que isso contribuiria para a promoção dos direitos humanos no país.

“Os Jogos não são só uma consagração econômica. Sem os direitos humanos, a China nunca será uma verdadeira grande potência”, disse a secretária.

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