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Sarkozy diz que não aceitará regularização em massa de <i>imigrantes ilegais</i>

Arquivo Geral

24/11/2009 0h00


O presidente francês, Nicolas Sarkozy, assegurou hoje que não aceitará a regularização em massa de “imigrantes ilegais”, que seria um “erro trágico”.

Em uma pequena viagem por Épinay-sur-Seine, Bobigny e Perreux-sur-Marne, três cidades ao norte de Paris, Sarkozy declarou que, enquanto ele for líder de Estado, não aceitará “uma regularização global daqueles que não têm papéis”.

“Todas as vezes que houve uma regularização em massa, houve um efeito contrário ao buscado” para os fluxos migratórios, disse o presidente francês, que afirmou que “a regularização de todo mundo seria um erro trágico”.

Sarkozy lembrou que “os espanhóis fizeram (a regularização em massa)” e que “os italianos também fizeram e atualmente se encontram entre os que fazem com maior firmeza o controle das fronteiras europeias”.

“A França recebe por ano 100 mil pessoas (…), mas tratamos da mesma forma os que têm papéis e os que não têm, então por que dar papéis aos que solicitam?”, perguntou o presidente francês.

Insistiu em que França é “generosa”, mas, como disse o ex-primeiro-ministro Michel Rocard, não pode “acolher toda a miséria do mundo”.

Sarkozy comparou o modelo americano com o francês e ressaltou que do outro lado do Atlântico “se você está doente, não tem direito a entrar”, enquanto na França se “o você está doente, é curado”.

As declarações de Sarkozy são feitas dois dias depois que a primeira secretária do Partido Socialista (PS) francês, Martine Aubry, se mostrou favorável a uma ampla regularização de “imigrantes ilegais”.

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