O presidente francês, information pills Nicolas Sarkozy, order anunciou hoje ao Conselho Atlântico que a França voltará no próximo ano a integrar as estruturas militares da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), após ostentar a Presidência rotativa da União Européia (UE) no segundo semestre de 2008.
Além disso, confirmou oficialmente que a França enviará um novo batalhão ao leste do Afeganistão, com cerca de 800 soldados, e que o país assumirá o comando da região centro durante um ano a ainda em 2008, o que poderia significar a contribuição de outros 200 militares.
Após a Presidência francesa, “chegará o momento de tomar as decisões necessárias para que a França assuma o lugar que lhe corresponde nas estruturas da Otan”, disse Sarkozy em discurso a portas fechadas, ao qual a Agência Efe teve acesso.
A França é o único dos 26 países-membros da Aliança que não pertence à Estrutura Militar Integrada, desde que o general Charles de Gaulle a abandonou em 1966, em protesto pelo excessivo protagonismo dos Estados Unidos.
Até que chegue este momento, ressaltou sua determinação de “trabalhar com todos os parceiros europeus para dar um novo impulso à Defesa da Europa”.
“É minha ambição, minha prioridade. A Presidência francesa da UE nos dá a ocasião ideal”, disse Sarkozy, antes de agradecer ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, “pelo forte apoio que acaba de dar a esta iniciativa”.
Sobre os acordos desta cúpula de Bucareste, o presidente francês deu ainda uma “alegre” saudação de boas-vindas a Croácia e Albânia à Aliança.
Além disso, expressou seu desejo de que a Macedônia se junte à Otan “em breve”, “mas respeitado as preocupações de nossos aliados gregos, com os quais somos solidários”.
Sarkozy reconheceu “a legitimidade das aspirações” de Ucrânia e Geórgia para dar novos passos em direção à Otan, mas seu país foi um dos que se opuseram à assinatura do Plano de Ação para a Adesão.
“Estamos dispostos a trabalhar com estes dois países amigos e ajudá-los em sua transformação democrática”, disse o francês, que junto a Alemanha, Espanha e outros membros do bloco considera que as duas repúblicas não estão ainda suficientemente preparadas.
Além disso, se mostrou favorável a um “diálogo intensificado” com Bósnia-Herzegovina e Montenegro, dentro do empenho da Aliança em aprofundar suas relações com as ex-repúblicas comunistas.
Sobre o Conselho OTAN-Rússia previsto para amanhã, o francês destacou que “apesar da preocupante degradação do diálogo”, o presidente russo, Vladimir Putin, assistirá ao encontro “pela primeira vez desde sua criação, em 2002”.
Neste contexto, se mostrou partidário de “aproveitar a ocasião para discutir com franqueza, entre vizinhos destinados a viver juntos, os problemas e preocupações”.
Sobre os desafios futuros, Sarkozy afirmou que “a última garantia da segurança européia repousa na dissuasão nuclear”, e assegurou que a França participará “com pragmatismo” do debate sobre os meios úteis para isso.
Reconheceu neste sentido que a iniciativa dos EUA de instalar um escudo antimísseis na Europa “contribui para a segurança dos aliados”.