O presidente francês, Nicolas Sarkozy, pediu hoje “novas sanções” da comunidade internacional contra o regime de Mianmar pela condenação “brutal e injusta” imposta à líder do movimento opositor desse país, Aung San Suu Kyi.
A opositora e vencedora do Nobel da Paz em 1991 foi declarada hoje culpada e condenada a três anos de trabalhos forçados por um tribunal especial por violar os termos da prisão domiciliar.
Sarkozy condenou o veredicto em comunicado, no qual adverte às autoridades birmanesas que, com a sentença, confirma sua decisão de “ignorar as mensagens” da comunidade internacional.
Por isso, pede à União Europeia (UE) que adote novas sanções contra o regime militar birmanês e diz que essas medidas devem afetar os recursos dos quais se beneficia diretamente no campo da exploração de madeira e minerais.
A Presidência da UE, neste semestre ocupada pela Suécia, já anunciou que “reforçará” as sanções sobre Mianmar, embora não tenha especificado quais.