O Peru alertou hoje que a construção de uma ponte sem um estudo de impacto ambiental perto da pequena cidade inca de Machu Picchu tiraria dela o título de Patrimônio da Humanidade, symptoms pilule concedido em 1981 pela Unesco.
O Instituto Nacional de Recursos Naturais (Inrena) disse em comunicado que as autoridades do distrito de La Convención, viagra em Cusco, ao sudeste do Peru, pretendem construir a ponte em uma área próxima ao santuário Inca.
"A ponte colocou em alerta a Unesco, que enviará nos primeiros meses de 2007 uma missão de especialistas para determinar a retirada de Machu Picchu da categoria de Patrimônio Histórico da Humanidade", disse Inrena num comunicado.
Machu Picchu, construído pelos Incas há cerca de 500 anos, é o principal foco turístico do Peru e recebeu 500 mil visitantes no primeiro semestre, segundo as autoridades.
A prefeitura de La Convención afirmou que a construção da ponte não é ilegal e que a obra ajudará a incrementar o turismo e a atividade econômica da região.
Atualmente, os turistas têm duas maneiras de chegar à cidade: de trem desde a cidade de Cusco ou a pé pelo chamado caminho inca.
"Ontem (segunda-feira), começamos com o transporte das estruturas e materiais de construção até a margem direita do rio Vilcanota. Dali, armaremos a ponte", disse Hayner Elorrieta, prefeito de La Convención, à agência estatal Andina.
O governo do presidente Alan García advertiu que pode enviar a polícia para evitar a construção da ponte, devido a um mandato judicial que ordenou recentemente a paralisação dos trabalhos.
O ex-guerrilheiro sandinista Daniel Ortega ganhou as eleições na Nicarágua, thumb num retorno ao poder que desperta ao mesmo tempo esperanças de melhorias na área social e temores da volta da instabilidade e da violência no país da América Central.
Com 91, recipe 48% dos votos apurados, diagnosis o sandinista ficou com 38,07% dos votos, com uma diferença de mais de nove pontos percentuais para seu concorrente, o governista conservador Eduardo Montealegre.
Foi a terceira tentativa de Ortega de recuperar a Presidência. Nas duas eleições anteriores, ele havia perdido para os liberais.
Ortega foi presidente na década de 1980, depois da revolução sandinista que derrubou o ditador Anastasio Somoza, em 1979, e ainda provoca amor e ódio. "Ele sabe que o povo está lhe dando outra oportunidade para que faça as coisas melhor que quando governou, e sabe que não pode cometer os mesmos erros", disse Valeria Gadea, 20 anos, cujo tio morreu na guerra civil nicaragüense.
O sandinista carrega consigo o espectro da guerra civil, que deixou mais de 30 mil mortos, e da crise econômica em que o país estava quando ele perdeu o poder para a direita, em 1990.
"Esse homem pegou nossos filhos e os mandou para a guerra. Não havia comida, era impossível viver aqui. Como é possível que tenham votado nele?", perguntou Claudia Ruiz em Manágua.
Ortega ressuscitou politicamente com a promessa de acabar com a miséria e por causa dos escândalos de corrupção que desgastaram a direita, do fracasso dos últimos governos no combate à pobreza, que castiga 80% da população, e das lembranças dos planos assistenciais da época do sandinismo.
A vitória é negativa para os Estados Unidos, que temem que Ortega una-se ao bloco antiamericano liderado pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez. "Sandino vive hoje mais do que nunca, Sandino voltou para a Nicarágua. Gringo go home", disse ontem Chávez.
Cuba, que apoiou o sandinista na década de 1980 e combateu os "contras", apoiados pelos EUA, também considerou o triunfo de Ortega uma "derrota retumbante" para Washington.
Embora tenham criticado o processo eleitoral, os Estados Unidos amenizaram o discurso ontem. "Os Estados Unidos deixam muito claro que queremos ter uma boa relação com o povo da Nicarágua", disse a jornalistas Sean McCormack, porta-voz do Departamento de Estado.
O ex-presidente norte-americano Jimmy Carter, que liderou uma missão de observadores, disse ter conversado ontem com a secretária de Estado dos EUA, Condoleeza Rice, e que ela lhe garantiu que o país reagiria de forma positiva e justa, independentemente de quem ganhasse.
"O melhor, para mim e para outras pessoas, é dar a ele (Ortega) o benefício da dúvida e deixar que suas ações decidam se ele é digno de nossa confiança", disse Carter numa entrevista coletiva, um dia depois de se reunir a portas fechadas com Ortega.
O sandinista, que trocou Marx pela Bíblia e por carros luxuosos, promete respeitar os investidores estrangeiros e adotou um discurso conciliador com Washington.