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Saída do grupo de africanos paralisa cúpula de Copenhague

Arquivo Geral

14/12/2009 0h00

O grupo de países africanos que participa das negociações sobre a mudança climática na cúpula em Copenhague acusou hoje os países desenvolvidos de querer “assassinar” o Protocolo de Kioto e decidiu sair da negociação.

Segundo vários negociadores quenianos e nigerianos, a retirada do grupo africano não era um boicote à cúpula, mas, com isso, queriam mostrar sua insatisfação e ressaltar a importância do Protocolo de Kioto para eles.

O presidente do grupo, o argelino Kamel Djemouai, tinha denunciado uma tentativa de tratar de forma separada e misturada elementos contidos nas duas vias de negociação, a de Kioto e a da Convenção-Quadro da ONU.

“Se aceitarmos esta situação, assinaremos a morte de Kioto, o único documento legalmente vinculativo que existe. O próximo tratado deverá ser ratificado e, até que entre em vigor, passarão mais que os sete anos que demoraram com Kioto”, disse Djemouai, em entrevista coletiva.

O grupo africano já tinha advertido que não continuaria participando das sessões plenárias se fosse deixado de fora o Protocolo de Kioto, e propôs a organização de duas reuniões com consultas informais, o primeiro sobre Kioto e, quando terminar este, poderiam ser tratados os temas restantes da convenção.

A retirada africana foi minimizada pelo secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, em inglês), Yvo de Boer, que disse que a presidente da conferência, a dinamarquesa Connie Hedegaard, tinha estabelecido contato com os diferentes grupos de trabalho durante a manhã para coordenar a agenda.

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    Saída do grupo de africanos paralisa cúpula de Copenhague

    Arquivo Geral

    14/12/2009 0h00

    O grupo de países africanos que participa das negociações sobre a mudança climática na cúpula em Copenhague acusou hoje os países desenvolvidos de querer “assassinar” o Protocolo de Kioto e decidiu sair da negociação.

    Segundo vários negociadores quenianos e nigerianos, a retirada do grupo africano não era um boicote à cúpula, mas, com isso, queriam mostrar sua insatisfação e ressaltar a importância do Protocolo de Kioto para eles.

    O presidente do grupo, o argelino Kamel Djemouai, tinha denunciado uma tentativa de tratar de forma separada e misturada elementos contidos nas duas vias de negociação, a de Kioto e a da Convenção-Quadro da ONU.

    “Se aceitarmos esta situação, assinaremos a morte de Kioto, o único documento legalmente vinculativo que existe. O próximo tratado deverá ser ratificado e, até que entre em vigor, passarão mais que os sete anos que demoraram com Kioto”, disse Djemouai, em entrevista coletiva.

    O grupo africano já tinha advertido que não continuaria participando das sessões plenárias se fosse deixado de fora o Protocolo de Kioto, e propôs a organização de duas reuniões com consultas informais, o primeiro sobre Kioto e, quando terminar este, poderiam ser tratados os temas restantes da convenção.

    A retirada africana foi minimizada pelo secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, em inglês), Yvo de Boer, que disse que a presidente da conferência, a dinamarquesa Connie Hedegaard, tinha estabelecido contato com os diferentes grupos de trabalho durante a manhã para coordenar a agenda.

    Além disso, coletivas de imprensa das delegações dos EUA e da China, os dois países mais poluentes do planeta, previstas para hoje foram canceladas em cima da hora, sem explicações sobre os motivos da decisão.

    A reunião diária da União Europeia (UE) com a imprensa também foi adiada sem justificativa.

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