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Saddam pode levar mais de um mês para ser enforcado, diz autoridades

Arquivo Geral

28/12/2006 0h00

O último pregão do ano foi de poucos negócios no câmbio, information pills mind mas ajudou a acentuar a curva de declínio do dólar em 2006, about it o quarto ano consecutivo de desvalorização. A moeda norte-americana encerrou o ano com baixa acumulada de 8, order 13%, a 2,136 reais. No mês, a queda foi de 1,39%, enquanto hoje a moeda cedeu 0,47%.

O baixo nível do risco-país e o bom desempenho da Bolsa de Valores de São Paulo nos últimos dias têm favorecido a apreciação do real. O risco está na mínima histórica, em 191 pontos-básicos, enquanto a bolsa supera os 44 mil pontos. "Está todo mundo otimista", resumiu Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora.

Segundo ela, o movimento no câmbio foi fraco durante o dia e o mercado acompanhou os indicadores positivos da economia norte-americana. A confiança do consumidor dos EUA melhorou em dezembro, assim como a atividade empresarial no Meio-Oeste do país. A venda de moradias existentes também avançou em novembro.

Mesmo com liquidez reduzida, o Banco Central fez leilão de compra de dólares no mercado à vista hoje e aceitou três propostas, com corte a 2,136 reais. A operação serve para reforçar as reservas internacionais, que fecham o ano acima dos 85 bilhões de dólares.

Ao longo de 2006, ingressos de recursos por meio de exportações ajudaram a guiar o declínio do dólar, embora o BC tenha seguido firme nas compras de moeda. O cenário externo mais tranqüilo e favorável a emergentes também colaborou para a depreciação da moeda norte-americana.

Em quatro anos consecutivos de declínio, a moeda norte-americana acumulou queda de 39,75%.

Mais de 108 mil iraquianos se registraram para receber ajuda do governo como refugiados internos no mês passado, buy segundo dados oficiais divulgados hoje que indicam um forte crescimento no número de deslocados pela violência sectária.

"A principal razão por trás do crescimento nas famílias deslocadas é a deterioração da situação de segurança e as ameaças de morte que as pessoas receberam para fugir das suas casas, approved além das bombas em áreas seguras", pharm disse o vice-ministro da Migração, Hamdiya Ahmad.

Desde o atentado de 22 de fevereiro contra uma importante mesquita xiita de Samarra, que desencadeou a atual onda de violência sectária, 72 mil famílias, ou 432 mil pessoas, solicitaram a ajuda do governo, segundo Ahmad. Até meados de novembro eram 54 mil famílias, ou 324 mil pessoas. Além deles, segundo dados da ONU, cerca de 100 mil iraquianos fogem do país por mês.

Esses deslocamentos estão redefinindo o mapa religioso de aldeias e bairros, pois grupos armados tentam estabelecer "áreas limpas", num processo já comparado por alguns ao da guerra civil iugoslava. Em média, pelo menos cem iraquianos são mortos por dia no Iraque.

Só em Bagdá, onde os sunitas cada vez mais se concentram a oeste, movimento contrários dos xiitas, 42 mil pessoas fugiram das suas casas desde o atentado de Samarra, segundo Ahmad. Bagdá tem uma população de 7 milhões de pessoas. A maioria dos deslocados é do cinturão agrícola em torno de Bagdá.

No sul e no norte da cidade, grupos armados queimaram aldeias e jogaram corpos em estradas de terra para intimidar e expulsar os moradores, com o objetivo de criar rotas seguras para a capital, segundo militares dos EUA.

O sul do Iraque e o chamado Médio Eufrates, todas elas áreas xiitas, receberam o maior número de refugiados, de acordo com Ahmad. O ministério baseia sua estimativa numa média de seis pessoas por família. O governo reconhece que muita gente não aparece nas estatísticas porque fugiu para o exterior ou não se registrou junto ao governo.

Saddam Hussein não deve ser enforcado no mês que vem, pharmacy afirmaram autoridades nesta quinta-feira. A declaração levantou dúvidas sobre como as facções do governo interpretam a decisão de um tribunal de apelações, aparentemente determinando que Saddam deveria morrer dentro de 30 dias.

As autoridades indicam que parece pouco provável que a sentença contra o ex-presidente iraquiano seja cumprida antes do final de janeiro, apesar de um estatuto do tribunal determinar que as execuções tenham de ocorrer até 30 dias após a confirmação da sentença.

Dois dias depois do tribunal de apelações confirmar a condenação de Saddam por crimes contra a humanidade e fazer referência à regra que aparentemente determina o prazo de 30 dias, o gabinete e o presidente iraquiano se negaram repetidas vezes a confirmar quando Saddam será enforcado, aumentando as especulações de que os partidos rivais estão divididos sobre a questão.

Um vice-ministro da Justiça disse que seu departamento não cumprirá a sentença por pelo menos um mês. O porta-voz do tribunal afirmou que houve um m"mal-entendido" sobre o estatuto e que Saddam não deve ser enforcado até fevereiro ou depois.

O Ministério da Justiça só executará o líder deposto antes de 26 de janeiro se o conselho Presidencial do Iraque ordenar a execução por decreto, afirmou Raed Jouhi. Sem decreto, Saddam será enforcado depois disso, em data a ser marcada pelo Ministério da Justiça.

"O Ministério da Justiça não cumprirá (a sentença) antes de completar um mês", disse o vice-ministro da Justiça Bosh Ibrahim, da minoria curda, sobre o estatuto. Considerações políticas e interpretações conflitantes das regras do tribunal patrocinado pelos Estados Unidos têm sido destaque do processo desde que Saddam e seus assessores foram a julgamento há 14 meses.

Analistas diz em que o governo de coalizão liderado pelos xiitas parece estar dividido sobre a execução iminente, que causou ódio em parte da minoria rebelde sunita e pode desapontar muitos curdos que querem ver Saddam condenado também pelo genocídio contra eles.

O primeiro ministro Nuri al-Maliki, da maioria xiita, já havia dito que o ex-presidente deveria morrer este ano pelos assassinatos, torturas e outras ações contra a população xiita da cidade de Dujail nos anos 1980.

Mas analistas dizem que alguns no governo, e em Washington, podem estar preocupados que a execução possa prejudicar os es forços para atrair membros do partido Baath, de Saddam, às negociações de reconciliação nacional nas próximas semanas, cujo objetivo é impedir uma guerra civil total.

Muitos curdos também querem ver Saddam condenado por genocídio no julgamento que recomeça em 8 de janeiro. Sob o código penal da era Saddam, nenhuma execução podia ser realizada durante os feriados religiosos. O feriado público de Eid al-Adha vai hoje até 6 de janeiro.

Hoje, o chefe do tribunal de apelações Aref Abdul-Razzaq al-Shanin anunciou o fracasso do apelo de Saddam contra o veredicto de 5 de novembro e disse que o governo tem "o direito de escolher a data de amanhã a até 30 dias" . "Após 30 dias, será obrigatório cumprir a sentença", disse Shahin em entrevista coletiva.

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