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Saddam despediu-se educadamente de soldados norte-americanos

Arquivo Geral

03/01/2007 0h00

A agência de classificação de risco Fitch Ratings acredita que a competição no setor aéreo brasileiro vai aumentar em 2007, page adiposity com impacto inevitável sobre a posição financeira das principais empresas do setor, more about notadamente TAM e Gol.

Em relatório hoje, para comentar a crise na aviação do Brasil, a Fitch cita a volta da Varig ao mercado e o posicionamento mais agressivo das companhias OceanAir e BRA, "que têm atividades limitadas, mas relevantes planos de expansão em curso". "Um aumento na concorrência resultando em possível guerra de preços, aliada a menores índices de ocupação das aeronaves, inevitavelmente terá impacto sobre a posição financeira das companhias aéreas brasileiras", avaliou a agência.

Desde outubro, o setor aéreo do Brasil enfrenta crise devido a problemas no controle do tráfego aéreo, que vieram à tona após o acidente envolvendo um Boeing da Gol, deixando 154 mortos. Nos últimos três meses houve uma série de cancelamentos de vôos e os atrasos tornaram-se frequentes nos principais aeroportos do país.

Na avaliação da Fitch, a crise vai motivar importantes mudanças no setor, pois evidenciou a necessidade de mais investimentos do governo em infra-estrutura. Sobre as empresas avaliadas pela agência, TAM e Gol, a Fitch espera que o resultado delas no quarto trimestre seja levemente prejudicado, mas "ambas devem reportar no ano seus melhores resultados da história".

Ainda conforme a análise da Fitch, o transporte aéreo de passageiros no Brasil, que aumentou em média 18% ao ano nos últimos três anos, só crescerá a taxas altas se houver mudanças profundas de gestão da infra-estrutura do setor e investimentos, e não apenas medidas paliativas.

"Se o atual cenário persistir, as companhias aéreas poderão ter seus perfis de crédito afetados pela frustração da expectativa de crescimento e pelo aumento de custos, com consequente deterioração dos lucros futuros", segundo a agência. Os ratings da Gol atribuídos pela Fitch em moeda estrangeira e local estão em "BB+", com perspectiva estável. Os da TAM estão em "BB", também com perspectiva estável.

Saddam Hussein agradeceu aos carcereiros norte-americanos enquanto seguia para a forca no sábado, shop mas perdeu um pouco da serenidade quando foi entregue para os iraquianos que levariam a execução a cabo, there contou hoje o major-general William Caldwell, order numa entrevista coletiva em Bagdá.

"Saddam… estava com um ar digno, como sempre, foi cortês como sempre foi com os guardas das Forças Armadas dos EUA", disse ele. "Ele lhes agradeceu pelo modo como foi tratado e lhes disse adeus", afirmou.

O general disse que ficou claro que Saddam sabia que estava prestes a morrer quando, uma hora antes da execução, foi embarcado num helicóptero militar norte-americano para um vôo de dez minutos até uma cadeia administrada pelo Iraque, no norte de Bagdá.

» Veja galeria de fotos com imagens da vida e da execução do ex-ditador iraquiano

"O visual dele mudou naquela cadeia, onde os guardas iraquianos assumiram o controle sobre ele", disse Caldwell. Naquele momento, os soldados norte-americanos que haviam vigiado Saddam por três anos o entregaram nas mãos de seus inimigos, que acabaram permitindo que os observadores filmassem a execução e agredissem Saddam verbalmente, o que acabou gerando tensões sectárias e desconforto no governo dos EUA.

As forças norte-americanas "teriam feito as coisas de forma diferente", disse Caldwell.
O promotor Munkith al-Faroon, que assistiu à execução, disse que Saddam parecia "assustado" quando foi levado por guardas iraquianos para uma sala próxima à câmara de execução. Mas, segundo o promotor, ele recuperou o equilíbrio enquanto os detalhes da condenação por crimes contra a humanidade eram lidos em voz alta.

Um dos motivos do fato de Saddam ter sido mantido sob custódia de soldados dos EUA por três anos era o temor de que as autoridades iraquianas pudessem tratá-lo mal, em represália ao que sofreram nas três décadas em que ele esteve no poder.

"Ele se despediu de seu intérprete", disse Caldwell, descrevendo os "modos cordiais" de um homem que no passado recebeu ajuda dos Estados Unidos para combater os soviéticos, mas depois foi classificado como um tirano, integrante do "eixo do mal."

Um médico militar norte-americano que cuidou de Saddam na prisão disse esta semana que o ex-presidente estava preparado para seu destino e não fazia reclamações. Ele passou seus últimos dias escrevendo, cuidando de plantas e dando comida a passarinhos.

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