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Mundo

Rússia teme uma guerra civil na Líbia após a morte de Khadafi

Arquivo Geral

20/10/2011 15h28

O representante do Governo russo na África e no Oriente Médio, Mikhail Marguelov, advertiu nesta quinta-feira (20) sobre a possível explosão de uma guerra civil na Líbia apesar da morte do ditador Muammar Kadafi.

“O problema da Líbia não está ligado à vida ou morte de Kadafi. É um problema de consolidação da heterogênea sociedade líbia e do reforço de suas Forças Armadas”, disse Marguelov, segundo as agências russas.

O diplomata considera que “uma guerra de guerrilhas contra o Conselho Nacional de Transição (CNT) é possível inclusive sem a participação do Coronel”, como era conhecido o ex-líder líbio. “As partes no conflito estão exasperadas até o extremo. O final da crise ainda está longe”, disse.

Além disso, acredita que a melhor opção seria um diálogo entre “o CNT e as tribos, os liberais, a diáspora, representantes da monarquia e do antigo regime”, acrescentando que o “Ocidente não deveria se precipitar em obrigar a Líbia a cumprir as normas democráticas vigentes no Conselho da Europa”, exigências que unicamente prejudicarão o país árabe.

O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, expressou nesta quinta-feira sua confiança de que “na Líbia se faça a paz e que aqueles que representam esse Estado possam chegar a um acordo sobre o sistema de Governo e que o país se torne democrático”.

Em março, o chefe do Kremlin assegurou que Kadafi era um “cadáver político, que não tem lugar no mundo civilizado moderno”.

A morte de Kadafi na cidade de Sirte foi confirmada nesta quinta-feira pelo vice-presidente do CNT, Abdel Hafiz Ghoga, em entrevista coletiva televisionada na cidade de Benghazi, ao leste da Líbia

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