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Rússia retira diplomatas da Geórgia após crise de espionagem

Por Arquivo Geral 29/09/2006 12h00

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, buy information pills medicine Nicholas Maduro, disse que os Estados Unidos fazem uma distinção entre terroristas "bons" e "ruins", dependendo de suas inclinações políticas.

Num discurso ao Conselho de Segurança da ONU na quinta-feira, durante uma sessão sobre terrorismo, e nos comentários que fez a repórteres mais tarde, Maduro afirmou que o organismo, composto por 15 países, deveria se unir a seu país para exigir que os Estados Unidos entreguem à Venezuela um dissidente anti-Fidel Castro acusado de ser o mentor de um ataque a bomba contra um avião cubano há 30 anos.

"Para o governo de George W. Bush existem terroristas bons e terroristas ruins", afirmou ele a repórteres depois da reunião, numa prévia das posições contrárias dos Estados Unidos que a Venezuela deve adotar se conquistar a cadeira temporária do conselho no ano que vem.

O ministro referiu-se ao caso de Luis Posada Carriles, 77, um ex-agente da CIA acusado de planejar a explosão de um avião da Cubana de Aviación, em 1976, em que 73 passageiros e tripulantes morreram. Posada, que fugiu de uma prisão venezuelana, foi para a América Central e depois para os Estados Unidos. Ele está detido no Texas sob acusação de violar as leis de imigração, mas um juiz federal sustenta que ele deve ser libertado.

Maduro lembrou que o ataque completará 30 anos no dia 6 de outubro e disse ter "pedido ao Conselho para que se envolva na questão de forma que a opinião pública possa reagir à proteção de terroristas perigosos pelos Estados Unidos". O ministro também afirmou que os EUA estão protegendo os venezuelanos José António Pulido e Germán Varela López, acusados por Caracas de participação nos ataques contra o consulado colombiano e a embaixada da Espanha na capital da Venezuela, em 2003.

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A Venezuela concorre com a Guatemala por um posto rotativo no Conselho de Segurança da ONU em 2007, e é a favorita. As eleições acontecem no mês que vem, e os EUA vêm tentando reforçar o apoio à Guatemala. "Eles estão tão desesperados que (a secretária de Estado dos EUA) Condoleezza Rice deixou pessoalmente de lado sua própria agenda para se dedicar apenas a isso. Mas eles não vão conseguir deter os povos do sul", afirmou Maduro.

O ministro chegou a ficar detido por mais de uma hora no aeroporto JFK, de Nova York, no sábado, depois de ter participado da Assembléia Geral da ONU, em que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, comparou Bush ao diabo. O Departamento de Estado pediu desculpas pela prisão, afirmou Maduro, e nessa nova viagem tomou "muito cuidado para não cometer o mesmo erro". "Pedimos o fim do racismo contra as pessoas do sul, seja por sua cor, nacionalidade ou religião", afirmou Maduro. "Se eles fizeram isso comigo, que sou ministro, imagine o que aguarda os outros cidadãos".

A Rússia começou a retirar parte de seus diplomatas e das famílias deles da Geórgia hoje, page devido às acusações feitas pelo país contra um grupo de oficiais do Exército russo. Um avião de carga I lyushin, cialis 40mg russo, aterrissou em Tbilisi para levar para casa parte das centenas de pessoas que trabalham para a Rússia na Geórgia.

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Na capital da Geórgia, o embaixador Vyacheslav Kovalenko, que também foi chamado de volta à Rússia, afirmou aos jornalistas "Mais de 100 pessoas vão embora hoje". Os quatro oficiais do Ex ército russo que são o pivô da crise diplomática foram levados até um tribunal de Tbilisi hoje. Eles são acusados de espionagem.

As relações entre a Rússia e a Geórgia pioraram muito desde que o presidente pró-Ocidente Mikhail Saakashvili chegou ao poder, em 2003, na chamada "Revolução das Rosas". A intenção de Saakashvili de associar a Geórgia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) é um dos assuntos que mais desagradam à Rússia. Ele também já fez ataques públicos a Moscou, afirmando que a Rússia apóia os separatistas que controlam duas regiões de seu país, na Ossétia d o Sul e na Abkházia.

O tribunal da Geórgia terá de decidir entre manter os quatro acusados presos ou libertá-los, como exige a Rússia. A polícia cercava o quartel-general do Exército russo, que controla duas bases russas, resquícios dos tempos soviéticos, e que devem ser desmontadas em 2008. Um quinto oficial russo acusado pela Geórgia de ligação com a trama de espionagem permanecia dentro do quartel russo. "A Rússia não vai entregar o tenente-coronel Konstantin Pichugin à Geórgia", afirmou o embaixador.

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A crise na Geórgia ofuscou a reunião de ministros da Defesa da Otan com o ministro russo Sergei Ivanov, hoje, na cidade turística eslovena de Portoroz. Depois de meses de hesitação, a Otan concordou no dia 18 de setembro em dar início às negociações de aproximação com a Geórgia, visando a u ma possível entrada do país na organização. A decisão irritou Moscou.

"Não queremos discutir sobre esse assunto, mas é claro que ele (Ivanov) vai querer levantar a questão", afirmou uma fonte da Otan antes da reunião. Além de chamar de volta seu embaixador, a Rússia aconselhou aos cidadãos russos que não viajem para a Geórgia, uma pequena República montanhosa de 5 milhões de habitantes.

O presidente russo, Vladimir Putin, que está no resort de Sochi, no mar Negro, ainda não havia feito comentários públicos sobre a crise. A Geórgia sofre de vários problemas econômicos desde sua independência, agravados pela guerra civil. Estima-se que 1 milhão de georgianos trabalhe na Rússia para mandar dinheiro para o país.

A Geórgia também depende da Rússia para receber gás natural. A estatal russa UES controla a rede elétrica da Geórgia e duas usinas hidrelétricas. "Temo que a Rússia inicie uma guerra contra a Geórgia. Mesmo que eles não nos bombardeiem, sempre podem cortar o fornecimento de gás e de energia", afirmou Nunu Kvariani, 47, que mora em Tbilisi.

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