A Rússia anunciou que elevará hoje em 8 quilômetros a órbita da Estação Espacial Internacional (ISS) para facilitar o acoplamento da nave Soyuz TMA-11, order que levará ao espaço a nova tripulação russo-americana e o primeiro astronauta malaio.
A elevação da órbita será realizada às 16h33 (horário de Brasília) através da ignição dos dois propulsores do módulo Zvezda, prostate que faz parte do segmento russo da estação, segundo Valeri Lindin, porta-voz do Centro de Controle de Vôos Espaciais russo (CCVE).
Os propulsores ficarão ligados por 163 segundos, impulso que elevará a ISS em 8 mil metros e a situará em uma órbita ideal para o acoplamento da Soyuz TMA-11, em 12 de outubro, dois dias após seu lançamento.
A manobra será efetuada a partir de um comando da sede do CCVE, sem a participação da atual 15ª expedição permanente do laboratório orbital (ISS-15).
Geralmente, a órbita da ISS oscila entre 320 e 360 quilômetros de altitude, pois, devido à gravitação da Terra e a outros fatores, a estação perde entre 150 e 200 metros de altura todos os dias.
A nova tripulação permanente, ISS-16, que viajará ao espaço na nave Soyuz TMA-11 em 10 de outubro, é formada pelo russo Yuri Malenchenko e pela americana Peggy Whitson.
Na nave, Malenchenko será o comandante e Whitson, a engenheira de bordo, enquanto na ISS os papéis se inverterão: ela se tornará a primeira mulher a dirigir o laboratório espacial.
Junto com Malenchenko e Whitson, que já trabalharam na ISS, também viajará ao espaço o primeiro astronauta malaio, Muszaphar Shukor.
Malenchenko e Whitson formam a ISS-16 junto com o astronauta da Nasa Garrett Reisman e o francês Léopold Eyharts, da Agência Espacial Européia (ESA), que chegarão mais tarde à plataforma em uma nave americana.
O astronauta malaio ficará uma semana a bordo da ISS e voltará à Terra a bordo da nave Soyuz TMA-10, atualmente acoplada à estação, junto com os russos Fyodor Yurchikhin e Oleg Kotov, membros da expedição ISS-15, que deixam a estação espacial.