Os presidentes da Rússia, web Vladimir Putin, story e do Egito, Hosni Mubarak, assinarão na próxima semana em Moscou um acordo de cooperação sobre o uso pacífico da energia nuclear, anunciaram hoje fontes diplomáticas egípcias.
“O acordo permitirá à parte russa participar do concurso para a construção de um reator nuclear para gerar energia elétrica em território egípcio”, afirmou Izzat Al-Sayed, embaixador egípcio em Moscou, à agência “Interfax”.
Esse será um dos principais objetivos, embora não o único, da visita de três dias de Mubarak à capital russa, que começará esta segunda-feira.
O diplomata antecipou que o resultado do concurso para a construção do reator será divulgado nos próximos meses. Segundo ele, o Egito já assinou acordos parecidos com outros dez países.
O Egito colabora com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e é signatário do Tratado de Não-Proliferação (TNP) nuclear, que permite o uso pacífico da energia atômica.
“Nesse terreno somos transparentes”, disse.
O acordo bilateral permitirá também que pesquisadores egípcios possam realizar estudos de especialização nos institutos de educação superior da Rússia.
Mubarak também teve a oportunidade de conhecer o presidente eleito russo, Dmitri Medvedev, com o qual o dirigente egípcio espera continuar promovendo as relações bilaterais.
“Estamos muito satisfeitos pelo acordo firmado nas relações bilaterais desde que Putin chegou ao Kremlin (2000), já que Egito é o principal parceiro comercial da Rússia no mundo árabe e também na África”, disse.
A visita de Putin ao Egito em 2005 – a primeira de um chefe do Kremlin em 40 anos – colocou as relações bilaterais em um plano “estratégico”, ressaltou.
Além disso, o diplomata destacou que a visita coincide com um “momento crítico” no Oriente Médio, quando “o processo de paz entre palestinos e israelenses está praticamente congelado e a situação em Gaza piora devido ao embargo e à violência ininterrupta”.
Mubarak também abordará com Putin a necessidade de apoiar a cúpula árabe que acontecerá em breve em Damasco, além da situação no Iraque e Darfur.
Sem levar em conta a receita arrecadada pelo turismo – o Egito é um dos destinos favoritos para os russos -, os intercâmbios comerciais totalizaram US$ 2,1 bilhões em 2007.