O presidente russo, Dmitri Medvedev, e o Governo chinês exigiram hoje do Irã que acate seus deveres internacionais e “coopere plenamente” com a AIEA, depois que se revelou a existência de uma fábrica de enriquecimento de urânio em Quom.
Em comunicado lido por sua porta-voz, Natalia Timakova, durante a cúpula do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e os principais emergentes), realizada em Pittsburgh (EUA), Medvedev afirmou que a Rússia “continua decidida a manter um diálogo sério para estabelecer uma via eficaz de eliminar as inquietações da comunidade internacional sobre o programa nuclear iraniano”.
O Chefe de Governo russo expressou, também, seu compromisso a fazer “tudo quanto esteja em suas mãos” para ajudar o Organismo Internacional para a Energia Atômica (AIEA) nesse sentido.
O Governo chinês se manifestou em termos similares através do porta-voz do presidente Hu Jintao, Ma Zhaoxu, que pediu a Teerã para que coopere com as investigações do organismo.
Rússia e China fazem parte do grupo de nações encarregado de negociar com o Irã sobre o programa nuclear desse país e que se reunirá com representantes de Teerã em 1º de outubro em Genebra, uma reunião que os Estados Unidos qualificaram de “extremamente importante”.