O navio mercante finlandês, com 15 tripulantes russos, estava sequestrado por oito cidadãos de Estônia, Letônia e Rússia e foi “liberado sem um único tiro” pela embarcação de guerra Ladny, informou Serdiukov ao presidente russo, Dmitri Medvedev.
O ministro corrigiu assim suas próprias palavras, pois, ao anunciar na véspera ter encontrado o Arctic Sea perto das ilhas de Cabo Verde, tinha declarado que seus tripulantes estavam “sãos e salvos, e não se encontravam sob controle armado”, segundo as agências de notícias locais.
Segundo ele, quatro cidadãos da Estônia, dois da Letônia e outros dois da Rússia se aproximaram do Arctic Sea em uma lancha em 24 de julho, no Mar Báltico, e conseguiram subir a bordo alegando precisar de ajuda com o motor.
Os sequestradores “ameaçaram com armas a tripulação e exigiram que cumprisse incondicionalmente todas as suas ordens” disse o ministro da Defesa, citado pela agência de notícias oficial “RIA Novosti”.
“Posteriormente, o navio Arctic Sea navegou para a África pela rota traçada pelos sequestradores, com seus equipamentos de navegação desligados”, explicou.
Serdiukov ressaltou que nenhum integrante da tripulação do barco mercante ficou ferido, e que a bordo da embarcação de guerra Ladny continuam os interrogatórios dos piratas detidos.
O Arctic Sea, de bandeira maltesa, navegava com uma carga de madeira de Gibraltar até o porto argelino de Béjaia, aonde deveria chegar em 4 de agosto. Porém, em 28 de julho, foi perdida toda comunicação com o navio.
O desaparecimento do navio e as estranhas circunstâncias que cercaram o fato geraram várias conjeturas sobre a carga do Arctic Sea e sua possível participação em uma operação secreta.