A Rússia assegurou hoje que, treatment após a Coréia do Norte ter confirmado o fechamento do reator nuclear de Yongbyon, cabe agora a Estados Unidos e Japão cumprirem sua parte no acordo assinado em 13 de fevereiro em Pequim.
“O futuro cumprimento dos acordos de Pequim depende da atitude de Washington e de Tóquio, já que Pyongyang cumpriu sua obrigação de fechar a central de Yongbyon”, afirmou Vladimir Rajmanin, embaixador especial do Ministério de Assuntos Exteriores da Rússia.
Em relação aos Estados Unidos, o funcionário russo se referia ao fornecimento de petróleo (a Coréia do Norte deve receber 50 mil toneladas de petróleo pesado se fechar Yongbyon) e ao início de negociações para o restabelecimento das relações bilaterais.
No caso japonês, a questão passa pela solução do problema dos seqüestrados japoneses, a principal disputa entre Tóquio e Pyongyang, e também pela normalização dos laços bilaterais. A Rússia considera “positiva” a decisão norte-coreana de desligar o reator de Yongbyon, comunicada no sábado aos EUA e confirmada hoje pelo Ministério de Assuntos Exteriores norte-coreano.
“Isto ocorre depois que, com ajuda russa, se resolveu no dia 19 de junho o problema das contas bancárias (US$ 25 milhões) congeladas em Macau”, disse. Rajmanin destacou ainda o fato de que a Coréia do Norte “coopera construtivamente com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)”.
Sem dúvida, “o envio da primeira parte do petróleo (6.200 toneladas chegaram sábado em território norte-coreano) pela Coréia do Sul teve um papel fundamental”, acrescentou. Ontem, uma equipe de dez inspetores da AIEA chegou à Coréia do Norte para dar início às tarefas de supervisão do fechamento da central de Yongbyon, a menos de 100 quilômetros da capital norte-coreana e onde ficarão entre duas e três semanas.
No histórico acordo de Pequim, a Coréia do Norte se comprometeu a fechar Yongbyon em um prazo de 60 dias em troca de ajudas energéticas, mas o problema dos fundos embargados em Macau impediu o cumprimento dos prazos no dia 14 de abril.
Em uma segunda fase, Pyongyang deve fornecer uma descrição detalhada de todas as suas instalações nucleares (outras três, entre elas um suposto programa secreto de enriquecimento de urânio) e desmantelá-las completamente, com o que receberia o resto da ajuda até chegar a um milhão de toneladas de petróleo.