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Mundo

Rússia construirá pelo menos outros 4 reatores atômicos na Índia

Arquivo Geral

07/12/2009 0h00

A Rússia construirá na Índia outros quatro reatores atômicos, além dos quatro que já funcionam na central de Kundankulam, no estado de Tamil Nadu (sul), informou hoje, em Moscou, o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh.


“A central de Kundakulam é um símbolo de nossa cooperação na energia nuclear civil. Além disso, serão construídos quatro reatores mais e, além disso, já escolhemos o lugar (para a outra usina) no estado de Bengala ocidental”, disse Singh, depois de se reunir com o presidente russo, Dmitri Medvedev.


Singh ressaltou que o acordo intergovernamental de cooperação para o uso pacífico da energia nuclear assinado hoje em Moscou por ocasião de sua visita “estende esta colaboração além da provisão de reatores, ao campo da pesquisa e ao desenvolvimento de tecnologias no campo da energia atômica”.


“O documento que acaba de ser assinado cria as condições para desenvolver nossa cooperação durante longos anos”, disse, por sua parte, Medvedev, convencido de que “a colaboração bilateral no campo da energia nuclear tem um magnífico futuro”, segundo a agência “Interfax”.


O novo acordo substitui e amplia o documento assinado durante a visita de Medvedev a Nova Délhi, em dezembro de 2008, pelo qual ambos os países pactuaram a construção de quatro reatores em Kundankulam, que previamente tinha sido estipulada em 2007 pelo então presidente e atual primeiro-ministro russo, Vladimir Putin.


Fontes russas e indianas afirmam que o acordo assinado hoje com a Rússia é mais importante para a Índia que o assinado com os Estados Unidos, pois Moscou, ao contrário de Washington, se compromete incondicionalmente a fornecer combustível atômico a Nova Délhi, com direito a enriquecê-lo em solo indiano até 20%, além de equipamentos e tecnologia.


Enquanto isso, o chefe do Kremlin declarou na entrevista coletiva conjunta com Singh que “a Rússia não esta interessada na ampliação do clube de potências nucleares” e “considera que as tecnologias atômicas no mundo devem estar sob o mais atento controle da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)”.


 

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