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Mundo

Rússia centra investigação do atentado em Moscou no Cáucaso Norte

Arquivo Geral

27/01/2011 10h26

As forças de segurança russas concentram a investigação do atentado no aeroporto moscovita de Domodedovo, que deixou 35 mortos e 180 feridos, em cerca de dez pessoas do Cáucaso Norte, informou nesta quinta-feira a Polícia.

“Neste momento, os agentes responsáveis pela investigação estão convencidos que a pista leva ao Cáucaso Norte. O terrorista suicida que ativou a bomba no aeroporto era oriundo dali”, garantiu a fonte à agência “RIA Novosti”.

Confirmou as informações publicadas nesta quarta pelo jornal “Kommersant” de que o Ministério do Interior e o Serviço Federal de Segurança (FSB, antigo KGB) nos Distritos Federais do Sul e do Cáucaso Norte procuram um suposto membro de um grupo terrorista desarticulado em outubro do ano passado.

Segundo o jornal, as forças de segurança não descartam que a pessoa procurada, de sobrenome Razdobudko e residente na região de Stavropol, vizinha das repúblicas da Chechênia e de Daguestão, seja o organizador ou inclusive o que executor do atentado em Domodedovo.

Uma fonte próxima à investigação assinalou que “(Razdobudko) não é o único investigado por possível vinculação com o atentado”.

Na quarta, o premiê russo, Vladimir Putin, garantiu que não existe vinculação entre a república da Chechênia e o atentado terrorista de segunda-feira.

“Pelos dados preliminares, o recente atentado não tem relação com a República da Chechênia”, afirmou Putin.

Por enquanto, as autoridades russas desconhecem quem está por trás do atentado, embora o site “LifeNews.com” publicou uma foto da cabeça do suposto suicida encontrada no aeroporto e tinha “aparência árabe”.

A guerrilha islamita do Cáucaso Norte liderada pelo checheno Doku Umarov atribuiu o duplo atentado suicida de março do ano passado contra duas estações do metrô de Moscou e que deixou 40 mortos.

Entretanto, o número de hospitalizados após o atentado chega nesta quinta a 123, informou o Departamento de Saúde da capital russa.

Acrescentou que entre os internados estão 14 estrangeiros: “quatro tajiques, dois nigerianos, além de cidadãos da França, Itália, Alemanha, Reino Unido, Sérvia, Eslovênia, Moldávia e Uzbequistão”.

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