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Mundo

Rússia apontará mísseis para países que ameacem sua segurança

Arquivo Geral

14/02/2008 0h00

O presidente russo, information pills Vladimir Putin, declarou hoje que Moscou apontará seus mísseis a todo país europeu que acolha em seu território elementos do sistema antimísseis americano, que apresenta uma ameaça para a segurança da Rússia.

“Nosso Estado-Maior militar considera que esse sistema ameaça nossa segurança nacional. Caso apareça (nas proximidades das fronteiras russas), seremos obrigados a tomar as medidas adequadas e a apontar nossos mísseis às instalações que nos ameaçam”, disse Putin em entrevista coletiva no Kremlin.

O líder russo afirmou que suas palavras se referem tanto à República Tcheca e à Polônia, que podem receber elementos do escudo antimísseis dos Estados Unidos, como à Ucrânia, cujo Governo reivindica a entrada na Otan.

Ao mesmo tempo, o presidente russo ressaltou que seu país não pretende “apontar seus mísseis sem necessidade extrema” e que, em todo caso, seria uma “resposta” aos planos dos EUA de instalar um radar na República Tcheca e uma base de foguetes interceptores na Polônia.

O chefe do Kremlin acrescentou que os Governos tcheco, polonês e ucraniano atuam sem sequer consultar sua população, o que na sua opinião não tem nada a ver com as “regras da democracia”.

“Alguém perguntou aos tchecos e aos poloneses se querem esses sistemas? Que eu saiba, para a imensa maioria dos cidadãos tchecos esses planos não lhes oferecem nenhuma esperança”, indicou Putin, acrescentando que a maioria dos ucranianos também se opõem à entrada na Otan.

Segundo Putin, os EUA quando planejaram a instalação de elementos de sua defesa no Leste Europeu nem sequer consultou à Otan e só iniciaram conversas com a Aliança depois que a Rússia se opôs taxativamente ao desdobramento desse sistema.

A entrevista coletiva de Putin, à qual se credenciaram 1.364 jornalistas russos e estrangeiros, é transmitida ao vivo pela televisão e pela site da Presidência, “kremlin.ru”.

Esta é a última grande entrevista coletiva anual que oferece Putin, quem abandonará o Kremlin depois das eleições presidenciais do próximo dia 2 de março.

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