O Procurador-geral da Rússia, treat Yuri Chaika, anunciou hoje a detenção de dez pessoas ligadas ao assassinato da jornalista Anna Politkovskaya, conhecida por criticar a política do Kremlin na Chechênia.
“Avançamos muito na investigação do caso penal aberto pelo assassinato da jornalista Politkovskaya (Anna)” em 7 de outubro de 2006, assegurou Chaika, citado pelas agências russas. Chaika acrescentou que “nos próximos dias” serão apresentadas acusações contra os detidos.
“Atualmente dez pessoas estão detidas por causa deste caso”, disse Chaika durante uma reunião com o presidente russo, Vladimir Putin.
Politkovskaya, de 48 anos, foi assassinada com um tiro no peito e outro na cabeça na porta de sua casa em Moscou.
A jornalista, que trabalhava desde 1999 para a publicação quinzenal opositora “Novaya Gazeta” e era autora de vários livros nos quais criticava com dureza o atual presidente russo, recebeu postumamente diversos prêmios internacionais.
O assassinato foi perpetrado quando a jornalista preparava um artigo sobre as torturas sistemáticas na Chechênia, que foi publicado por seus companheiros cinco dias após sua morte.
O jornalista e militar russo Viacheslav Izmailov, que investiga a morte de sua colega a pedido do “Novaya Gazeta”, assegurou que os assassinos de Politkovskaya pertencem ao entorno do presidente checheno, Ramzan Kadyrov.
Politkovskaya, nascida em Nova York, em 1958, no seio de uma família de diplomatas soviéticos de origem ucraniana, tinha cidadania russa e americana.