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Rússia adverte EUA sobre ‘inaceitável’ venda de armas à Ucrânia

Durante o encontro, à margem de uma cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), o russo condenou o que chamou de “política desestabilizadora por parte de países europeus, que continuam buscando infligir à Rússia uma ‘derrota estratégica'”

Redação Jornal de Brasília

23/07/2026 9h32

Foto: AFP / Yuri Kadobnov

Foto: AFP / Yuri Kadobnov

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, advertiu Washington contra o envio “inaceitável” de armas à Ucrânia durante uma reunião nesta quinta-feira (23) em Manila com seu homólogo americano, Marco Rubio, segundo Moscou.

Durante o encontro, à margem de uma cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), o russo condenou o que chamou de “política desestabilizadora por parte de países europeus, que continuam buscando infligir à Rússia uma ‘derrota estratégica'”.

A primeira reunião entre Lavrov e Rubio desde setembro de 2025 ocorre em um momento em que Washington se afastou da mediação na Ucrânia para lidar com a guerra no Oriente Médio.

O Departamento de Estado americano indicou, em um breve comunicado, que Rubio e Lavrov discutiram “a relação EUA-Rússia e a necessidade de pôr fim à guerra Rússia-Ucrânia”.

Após a reunião, o diplomata americano afirmou que não houve mudanças na política de fornecimento de armas à Ucrânia por meio do programa PURL.

Lançada no ano passado, essa iniciativa permite que a Ucrânia receba equipamentos americanos adquiridos pelos aliados de Washington na Otan.

Rubio também declarou que desejam um acordo de paz, mas que será necessário muito trabalho para encontrar algo que seja aceitável tanto para a Rússia quanto para a Ucrânia.

Segundo o comunicado de Moscou, Lavrov reiterou que a parte russa estava disposta a uma “solução político-diplomática do conflito”.

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, disse nesta quinta-feira que conversou com os enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, em uma tentativa de reativar as negociações para pôr fim à guerra, iniciada em fevereiro de 2022.

Trump expressou apoio à campanha da Ucrânia de ataques com drones de longo alcance contra a infraestrutura energética russa, afirmando que poderia “ajudar a pôr fim” no conflito.

Nos últimos meses, Kiev parece ter freado a implacável ofensiva de Moscou e ampliou consideravelmente seus ataques com drones contra a Rússia.

Moscou intensificou seus lançamentos de mísseis contra Kiev, que enfrenta o esgotamento de sua defesa aérea.

AFP.

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