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Rússia adiciona Universidade de Stanford à sua lista de organizações indesejáveis

Medida do Kremlin amplia repressão a instituições estrangeiras após guerra na Ucrânia e pode levar a sanções criminais contra colaboradores

Redação Jornal de Brasília

10/04/2026 12h52

Foto: Josh Edelson / AFP

Foto: Josh Edelson / AFP

A Rússia adicionou a Universidade de Stanford à sua lista de “organizações indesejáveis” nesta sexta-feira (10), proibindo efetivamente russos de estudar na prestigiada universidade americana.

Ser designada como “indesejável” impede, na prática, que entidades operem na Rússia e expõe aqueles que colaboram com elas a processos criminais.

A lista também inclui mais de 300 organizações de direitos humanos, ONGs, instituições acadêmicas e veículos de mídia independentes.

Entre as mais proeminentes estão as universidades americanas Yale e Berkeley, assim como o grupo de direitos humanos Human Rights Watch e a ONG anticorrupção International Transparency.

Segundo uma lei controversa aprovada em 2015 — mas raramente aplicada antes da guerra na Ucrânia — a Rússia pode proibir organizações estrangeiras consideradas uma ameaça à segurança nacional.

Desde o envio de tropas para a Ucrânia em 2022, o Kremlin não apenas reprimiu a oposição à guerra, como também lançou uma repressão mais ampla à dissidência, em uma escala nunca vista desde a era soviética.

A Universidade de Stanford formou 36 vencedores do Prêmio Nobel desde sua fundação em 1885.

AFP

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