Uma equipe de especialistas britânicos está buscando no Líbano os restos mortais do jornalista Alec Collet, que teria sido assassinado há 24 anos por um grupo xiita, informou hoje a “Radio Líbano”.
A busca pelo corpo acontece na localidade de Aita al-Fkhar, no vale do Bekaa, e está cercada por estritas medidas de segurança. A missão pode durar uma semana.
A “Agência Nacional de Notícias” (“ANN”) libanesa afirmou que a equipe britânica encontrou hoje dois cadáveres, um deles incompleto, em um lugar denominado Jalat Ziti, onde ficava uma sede do grupo Fatah Conselho Revolucionário de Abu Nidal, que reivindicou o sequestro e assassinato de Collet.
Imediatamente, especialistas em criminologia foram ao local para colher amostras de DNA, cujos resultados devem sair amanhã, para poder identificar os corpos.
Collet tinha 69 anos quando desapareceu, em 1985, e sua morte foi anunciada um ano depois. O corpo do jornalista, que trabalhava para uma agência da ONU, nunca foi achado.
A organização Fatah Conselho Revolucionário de Abu Nidal reivindicou a autoria do sequestro e da morte, em represália a ataques americanos na Líbia.
No momento do sequestro, Collet trabalhava para a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (UNRWA), em um campo próximo ao aeroporto de Beirute.