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Rubio nega planos dos EUA para derrubar líder de Cuba

Reportagem do The New York Times aponta pressão de Donald Trump sobre Cuba, enquanto governo americano contesta informações

Redação Jornal de Brasília

19/03/2026 12h49

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Foto: Mark Schiefelbein / POOL AP / AFP

FOLHAPRESS

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, negou na noite de quarta-feira (18) que autoridades de Washington tentam destituir o líder de Cuba, Miguel Díaz-Canel, do poder. A informação foi revelada pelo jornal The New York Times.

De acordo com a reportagem, funcionários da Casa Branca que negociam o futuro da ilha sinalizaram a membros do regime que Díaz-Canel deve sair e que os próximos passos ficariam a cargo dos cubanos.

O secretário de Estado afirmou em rede social que o texto era falso e fazia parte de reportagens que recorrem a “charlatães e mentirosos que dizem estar bem informados”. Rubio não apresentou elementos que refutassem as informações do jornal.

Trump e membros do seu governo frequentemente atacam e desqualificam a mídia tradicional no país. O secretário tampouco especificou se estava negando todo o conteúdo da reportagem ou apenas partes dele.

O The New York Times rebateu os comentários de Rubio, afirmando que o Departamento de Estado foi procurado para comentar a reportagem, mas o jornal não recebeu nenhuma contestação em relação ao conteúdo que seria publicado.

“Nem o senhor nem qualquer outra pessoa apresentou uma contestação factual à reportagem. Nossa apuração é real e precisa”, afirmou o porta-voz do veículo, Charlie Stadtlander, em um post no X.

Rubio, cubano-americano de Miami, defende há anos o fim do regime da ilha instaurado por Fidel Castro após a Revolução de 1959. Díaz-Canel prometeu nesta terça-feira uma “resistência inexpugnável” diante das ameaças de Trump.

O republicano afirmou na segunda-feira que espera ter “a honra de tomar Cuba, de alguma forma”.
O governo da Costa Rica, aliado de Trump, anunciou nesta quarta-feira o fechamento de sua embaixada em Cuba, uma medida que Havana atribuiu à pressão dos EUA.

O presidente Rodrigo Chaves afirmou, em um evento com a presença do embaixador dos EUA, que a decisão foi tomada como forma de protesto contra as más condições de vida da população cubana. A ilha vive uma crise humanitária e econômica, agravada pelo veto ao comércio de petróleo com a ilha imposto por Trump.

“A Costa Rica não reconhece a legitimidade do regime comunista de Cuba, diante dos maus-tratos, da repressão e das condições indignas enfrentadas pelos habitantes dessa bela ilha”, afirmou Chaves durante a inauguração de um sistema de escaneamento de drogas doado pelos EUA. “Devemos limpar o hemisfério dos comunistas.”

O ministro das Relações Exteriores, Arnoldo André, afirmou que Cuba poderá manter serviços consulares na Costa Rica. O Equador também fechou neste mês sua embaixada em Cuba, após declarar o embaixador cubano, Basilio Gutiérrez, persona non grata.

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