A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) anunciou hoje que criará um “centro operacional de urgência” para que os meios de comunicação haitianos possam retomar o trabalho e contribuir nas atividades de assistência às vítimas do grave terremoto que assolou o país na terça-feira.
Com esta contribuição, os jornalistas haitianos poderão informar o que está ocorrendo e facilitar a ajuda à população mais atingida, detalha o comunicado divulgado pelo RSF.
O “centro operacional” terá notebooks, celulares e geradores de eletricidade cedidos pelo grupo de imprensa canadense “Quebecor”, sócio membro da RSF neste projeto.
A organização de defesa da liberdade de imprensa espera que o centro esteja funcionando no início da próxima semana e anuncia na mesma nota que, depois de iniciado, os meios de imprensa haitianos receberão uma ajuda financeira para reconstruir a infraestrutura mínima que permita divulgar as informações.
Por isso, a RSF faz uma chamada aos meios de comunicação de outros países para que apresentem seu grão de areia a esta iniciativa com a qual, insiste a organização, não só ajudam à imprensa local, mas também as equipes encarregadas de procurar por sobreviventes e às organizações que distribuem ajuda humanitária.
O terremoto de 7 graus na escala Richter ocorreu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, elevou hoje para 17 o número de brasileiros mortos no país – considerando as mortes de Luiz Carlos da Costa (da ONU) e de outro brasileiro não identificado -, segundo informações da “Agência Brasil”.
Desse total, 14 são militares e foram confirmados pelo Exército brasileiro como integrantes da Força de Estabilização do Haiti (Minustah).
A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.