O Serviço Geológico dos Estados Unidos alertou hoje que, durante os próximos 30 dias, há um “alto risco” de serem registradas novas réplicas de até 5 graus de magnitude na escala Richter do terremoto que assolou o Haiti no dia 12 de janeiro, informou o organismo depois que sua equipe de cientistas realizaram uma avaliação sobre as consequências enfrentadas pelo país no presente e no futuro.
As conclusões deste estudo destacam o “drástico aumento da preocupação sobre o potencial de futuros terremotos no Haiti e na região que o rodeia”.
Embora o relatório considere que há apenas “um pequeno risco” de acontecer terremotos mais fortes do que o inicial, afirma que a sequência de réplicas continuará “forte e ativa”.
Concretamente, há uma probabilidade de 90% de ocorrer um ou mais terremotos de magnitude 5 ou maior, segundo o documento, que inclusive ajusta o intervalo para duas ou três réplicas durante o próximo mês.
Os terremotos de magnitude 7 ou maior só contam com probabilidades de menos de 3% e os de 6 graus ou mais, de 25%.
Mas as possíveis réplicas de magnitude 5 teriam potência suficiente para “danificar ainda mais as estruturas particularmente destruídas do país”, segundo o estudo.
O Serviço Geológico advertiu que a experiência de Porto Príncipe revela a necessidade de “entender melhor a natureza e a extensão do terremoto e do perigo de tsunamis na região caribenha”.
O terremoto que atingiu o Haiti ocorreu às 19h53 de Brasília do dia 12 de janeiro e teve epicentro a 15 quilômetros da capital, Porto Príncipe.
Em declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, disse que o número de mortos superará 100 mil.
Pelo menos 21 brasileiros morreram na tragédia, sendo 18 militares e três civis, entre eles a médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti.