As equipes de socorro apoiadas por máquinas pesadas que tentavam resgatar vivos ou mortos seis homens que ficaram presos numa mina de carvão em Utah (Estados Unidos) suspenderam seus trabalhos esta noite, story devido à instabilidade do terreno, segundo fontes oficiais.
“Estamos onde começamos, no subsolo”, disse em entrevista coletiva Robert Murray, diretor da empresa que opera a jazida, na localidade de Huntington. Ele acrescentou que nas próximas 48 a 72 horas será possível saber qual a situação em que se encontram os trabalhadores da mina.
Devido às condições instáveis do terreno, que impediu a continuação das tarefas esta noite, ele calcula que será preciso trabalhar durante uma semana para chegar aos mineradores.
A paralisação dos trabalhos de resgate ocorreu quando as equipes tentavam avançar num dos túneis abandonados e começaram a cair rochas. O trabalho ficou perigoso demais, disseram fontes da mina. “Serão necessários vários dias para chegar aos mineradores. Só então poderemos saber se estão vivos ou mortos”, comentou Murray.
Os seis mineiros, entre eles três mexicanos, ficaram presos a 457 metros de profundidade após o desabamento da mina Crandall Canyon, que fica próxima de Huntington, na segunda-feira.
As autoridades disseram hoje que pelo menos sabem a localização do grupo. Além disso, informaram que todos contam com água, comida e tanques de oxigênio suficientes para vários dias.
Imagens da TV local mostraram dezenas de caminhões e veículos de emergência nas proximidades da mina, enquanto 134 socorristas, divididos em seis equipes, realizam desde ontem uma perfuração de 460 metros de profundidade para encontrar os mineiros.
No meio de conjeturas e relatórios contraditórios, as autoridades também não podem esclarecer por enquanto se um tremor de magnitude de 3,9 graus na escala Richter provocou o desabamento ou se a queda ativou as ondas sísmicas.
Durante uma entrevista coletiva emocionada, Robert Murray se mostrou frustrado pela demora nas operações de resgate. Mas reiterou sua confiança de que os mineiros serão encontrados vivos. Ele assegurou que fará “tudo o que estiver em seu poder” para resgatá-los.
Murray afirmou que os mineiros estão a 457 metros de profundidade e a 610 metros da entrada mais próxima da mina. Declarou também que, ao “contrário do que os outros querem fazer acreditar”, foi o tremor que causou o desabamento.
O executivo negou taxativamente que o acidente tenha sido causado pelo chamado método de “retirada do carvão”, que consiste em abrir túneis deixando pilares de carvão para sustentar o teto da mina até que se extrai a maior parte do mineral.
Enquanto se esclarece a origem do desabamento, o que se sabe com toda certeza é que, no após 30 horas, os grupos de resgate só conseguiram avançar cerca de 95 metros de profundidade, por causa de rochas e escombros que obstruem a passagem.
As equipes de resgate tiveram que interromper suas operações na noite de ontem, por causa do desprendimento de carvão de uma área da mina, segundo a Administração Federal para a Saúde e Segurança nas Minas (FMSHA).
Segundo informações do Governo federal, os inspetores de minas emitiram este ano 32 citações contra os proprietários da mina, por infrações de segurança.
No total, a mina registrou pouco mais de 300 infrações desde 2004, 118 delas suficientemente graves para causar acidentes ou mortes.