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Rice enfatiza necessidade de paz duradoura no Líbano

Arquivo Geral

27/07/2006 0h00

O Banco Central poderá atuar com "maior parcimônia" na flexibiliza ção da política monetária daqui para frente, buy patient de acordo com ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), this que alertou também para o comportamento do petróleo no mercado internacional.

"O Copom entende que a preservação das importantes conquistas obtidas no combate à inflação e na manutenção do crescimento econômico, com geração de empregos e aumento da renda real, poderá demandar que a flexibilização adicional da política monetária seja conduzida com maior parcimônia", apontou a ata, divulgada hoje.

A frase difere da expressa no documento da reuni ão anterior pela inclusão da palavra "maior". Para o economista-chefe da Concórdia Corretora, Elson Teles, o BC sinalizou "claramente" que pretende diminuir o ritmo de corte da Selic para 0,25 ponto percentual na reuni ão de agosto, por conta das dúvidas quanto às quedas já feitas.

Neste mês, a taxa básica foi reduzida em 0,50 ponto percentual, para 14,75% ao ano, a menor da série histórica da Selic. "Quanto mais o tempo passa, maiores são as dúvidas. Estamos chegando a um terreno em que será necessário um ajuste realmente fino da política monetária", acrescentou Teles.

Na ata, o BC repetiu que, mesmo levando-se em conta que a volatilidade recente nos mercados internacionais possa ser transitória, "ela gerou uma elevação na incerteza em relação ao comportamento futuro da inflação, que poderá acabar dificultando tanto a avaliação de cenários pela autoridade monetária quanto a coordenação de expectativas dos agentes privados".

O colegiado do Copom afirmou ainda que persiste um maior grau de incerteza em relação à duração e à intensidade do ciclo de ajuste monetário nos EUA. "Ainda que tenha ocorrido certa acomoda ção nas últimas semanas, os mercados ainda estão suscetíveis a abruptas mudanças na composição das carteiras de investimentos", observou.

O Copom destacou que a atua ção cautelosa da autoridade "tem sido fundamental" para aumentar a probabilidade de convergência da inflação para a trajetória de metas. "Cabe à política monetária manter-se especialmente vigilante para evitar que a maior incertez "detectada em horizontes mais curtos se propague para horizontes mais longos", reafirmou.

O BC também fez um alerta sobre a elevação do preço do petróleo no exterior. O Copom reduziu sua projeção de reajuste para o conjunto de preços administrados em 2006, de 4,6% para 4,4%. O aumento previsto para eletricidade foi alterado de 3,7% para 2,7%, e o para telefonia passou de alta de 2,6% para reajuste negativo de 0,9%.

Foi mantida a projeção de reajuste zero da gasolina no Brasil neste ano, mas o BC alertou que o cenário para que isso se confirme se deteriorou, já que os preços do petróleo são "outra fonte de preocupação no que diz respeito ao ambiente internacional".

De acordo com o colegiado do BC, a evolução do valor do barril do petróleo, que chegou perto de US$80 dólares recentemente, reforça temores de que os preços internacionais da commodity se sustentem "por mais tempo em um nível acima do que vinha sendo antecipado". "Parecem menores as chances de um retrocesso significativo nas cotações", acrescentou. "Independentemente do que ocorra com os preços domésticos da gasolina, deve-se reconhecer que a elevação dos preços internacionais do petróleo se transmite de qualquer maneira à economia doméstica, em parte, através de cadeias produtivas como a petroquímica, e também pela deterioração que termina produzindo nas expectativas de inflação dos agentes."

Israel acredita que uma força internacional teria de ficar durante vários anos no sul do Líbano antes de o Exército libanês ter condições de enfrentar o Hezbollah sozinho, cialis 40mg afirmou uma autoridade israelense hoje.

Benny Dagan, buy information pills chefe do escritório do Ministério das Relações Exteriores do Estado judaico para o Oriente Médio, sales disse que os Estados Unidos pretendem, depois do fim dos combates entre Israel e o Hezbollah, enviar uma força de reação rápida à região. Só depois seria estacionada ali uma força de paz internacional mais ampla.

Segundo Dagan, a fragilidade do Exército libanês em relação ao Hezbollah significa que as forças de paz teriam de estar preparadas para ficar na área durante um longo período. "Vamos precisar de um longo prazo até que o Exército do Líbano esteja preparado para agir", afirmou a autoridade. "É difícil dizer se esse prazo será de um ano, dois anos ou três anos. Não estamos falando aqui em termos de meses".
O apoio à guerra contra o Hezbollah em Israel continua enorme, price mas houve um aumento na pequena minoria que deseja que o país encerre o conflito no Líbano, mostrou uma pesquisa de opinião publicada hoje.

A pesquisa do jornal Maariv disse que o apoio caiu, durante a semana, oito pontos percentuais. Atualmente, 82% dos israelenses acreditam que o combate deve continuar até que os guerrilheiros sejam retirados da fronteira, para que só então sejam mantidas negociações para um trégua.

O apoio à suspensão imediata da guerra para que aconteçam negociações relativas à libertação de dois soldados israelenses sequestrados aumentou de 8% para 12%, uma diferença que ainda está dentro da margem de erro de 4,3%.

Não houve mudança na porcentagem de israelenses que disseram que a ofensiva de Israel é justificada e correta, em reposta à captura de dois soldados e ao assassinato de outros oito pelo Hezbollah, no dia 12 de julho. O índice é de 95%.

Pelo menos 433 libaneses e 51 israelenses foram mortos no conflito. A pesquisa do Maariv foi realizada na terça-feira, um dia antes de guerrilheiros do Hezbollah matarem nove soldados israelenses no sul do Líbano, o pior dia de baixas do Exército desde o começo dos combates.

Mas apareceram poucos sinais de atenuação do tom na imprensa israelense como resultado das perdas. "A alma israelense não emitirá o ruído de rachadura que o inimigo deseja ouvir", disse um editorial do Maariv. "Já conhecemos dias piores do que esses durante guerras de Israel, e os superamos". A pesquisa do jornal Maariv entrevistou 495 pessoas.

2006-07-27 13:53:49 GMT
O governo brasileiro enviará hoje ao Líbano dez kits de farmácia básica, treat com medicamentos para doenças com grande incidência em situações de calamidade. A ajuda atende a um pedido do governo daquele país, shop que está sendo alvo de bombardeios de Israel. Também serão doados cinco kits para a Síria, medications país vizinho que está abrigando refugiados do conflito em território libanês.

Segundo o Ministério da Saúde, os kits incluem remédios para febre, diarréia, infecções e doenças respiratórias simples. De acordo com a chefe da Divisão de Projetos da Assessoria Internacional do Ministério da Saúde, Júlia Costa, cada kit é suficiente para atender 9 mil pessoas, em situação de emergência, ou 3 mil pessoas, durante três meses.

Os medicamentos serão transportados num vôo da TAM, que sairá de São Paulo por volta de 18 horas (horário de Brasília), com destino à Damasco, capital da Síria. Os kits que serão levados para o Líbano serão transportados nos caminhões que estão buscando brasileiros no Vale do Bekaa, no leste do país.

De acordo com Costa, a previsão é de que os medicamentos cheguem à Damasco na madrugada de amanhã, no horário local (seis horas à frente do fuso horário de Brasília, de acordo com informações do Itamaraty). No Líbano, vai depender do horário que os caminhões chegarem ao Vale do Bekaa. “Acredito que até sábado ou domingo os medicamentos já possam começar a ser utilizados”, afirmou.

Os kits serão entregues aos ministérios da Saúde do Líbano e da Síria, segundo Júlia Costa. Ela disse que o governo brasileiro tomou medidas para que os medicamentos cheguem ao destino final com segurança. “O Ministério das Relações Exteriores do Brasil tem entrado em contato em contato com o Ministério de Relações Exteriores de Israel para conseguir a salvaguarda desses medicamentos até o destino final”.

Costa explicou que, no caso do Oriente Médio, as ações de ajuda humanitária e de doação de medicamentos geralmente são identificadas com o símbolo da crescente vermelha, “com isso fica mais fácil de não serem alvos”. “Além disso, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil vai dar todos os horários dos caminhões para o Ministério de Relações Exteriores de Israel, para que não sejam alvos”, acrescentou.
A secretária norte-americana de Estado, viagra dosage Condoleezza Rice, afirmou hoje que pretende regressar ao Oriente Médio se isso contribuir para estabelecer uma paz duradoura no Líbano, o que incluiria o desarmamento de milícias do país.

Os comentários feitos pela secretária ao desembarcar na Malásia, onde participa de uma conferência regional de segurança, chamam atenção para os planos dos EUA de não pressionar Israel a interromper os ataques contra o Hezbollah até que a guerrilha, aliada da Síria e do Irã, esteja sob controle.

"Estou pronta para regressar ao Oriente Médio no momento em que achar que podemos avançar rumo a um cessar-fogo sustentável, capaz de colocar fim à violência", disse Rice em uma entrevista coletiva. "O principal é ampliar o controle do governo libanês para todo o país. O governo do Líbano precisa ser capaz de controlar todas as forças, todas as armas em seu país, onde não deve haver milícias. E o governo libanês pode contar com o apoio de uma força internacional com mandato da Organização das Nações Unidas (ONU)", afirmou.

Rice deu essas declarações após sair de Roma, onde, ontem, potências mundiais não conseguiram chegar a um acordo sobre a necessidade de uma trégua imediata no Líbano, uma medida defendida pelos países árabes presentes.

O encontro acabou pedindo um cessar-fogo sustentável. O governo norte-americano argumenta que as raízes da crise atual precisam ser enfrentadas antes do fim dos conflitos. A violência continua a atingir o Oriente Médio. Israel atacou o Líbano com bombas e disparos de artilharia hoje, um dia depois de sofrer sua maior baixa na ofensiva iniciada 16 dias atrás.

Os esforços para suspender a guerra no Líbano devem dominar o encontro da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), o principal fórum de segurança da Ásia e do qual participam 24 países e a União Européia (UE). Rice chegou à Malásia para participar de um encontro dessa entidade.

Os países asiáticos reunidos em Kuala Lumpur já pediram por um cessar-fogo imediato no Líbano, contradizendo a linha adotada pelos EUA, e condenaram Israel pelo ataque "aparentemente deliberado" contra um posto da Organização das Nações Unidas (ONU) no Líbano. Quatro observadores da entidade foram mortos no episódio.

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