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Mundo

Rice diz que EUA irão fortalecer esforços para processo de paz

Arquivo Geral

14/01/2007 0h00

Equipes do Corpo de Bombeiros passaram o sábado à procura de sete possíveis vítimas no canteiro de obras do metrô de São Paulo que desabou na sexta-feira e levou à interdição de diversas casas na região e do tráfego de uma das principais vias da maior cidade do país.

Os trabalhos seguiam lentamente, store salve já que o terreno onde ocorreu o acidente ainda apresentava instabilidade. Outro fator de preocupação era o guindaste, com cerca de 50 toneladas, que se encontrava levemente inclinado à beira do buraco.

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e o prefeito Gilberto Kassab (PFL) disseram, entretanto, que técnicos garantiram que não existia risco de queda do equipamento.

Até o início da noite, o desmonte do guindaste não havia começado. Nenhuma vítima havia sido encontrada.

Serra disse que a prioridade no momento é atender as vítimas do desastre, tanto as possíveis pessoas soterradas —dois pedestres, um caminhoneiro e quatro pessoas em um microônibus— quanto as 42 famílias desalojadas por riscos de mais rupturas do solo.

"Há um empenho de se procurar eventuais vítimas que estariam dentro de veículos que estariam soterrados. Está sendo feita uma busca nesse sentido, inclusive tomando cuidado para que outras obras necessárias, agora, de reparo, não afetem a possibilidade desse socorro", afirmou o governador a jornalistas.

Durante o dia, ao menos um caminhão e dois carros foram retirados do local. No momento do acidente, no meio da tarde de sexta-feira, vários veículos tombaram e os edifícios Passarelli, que abriga 16 empresas, e da Editora Abril, além de residências no local, foram esvaziados.

Familiares dos desaparecidos passaram o sábado no local do acidente a procura de informações.

O Instituto de Pesquisa Tecnológicas (IPT) do estado de São Paulo fará uma avaliação das possíveis causas do acidente a pedido do governo. O secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, evitou especular sobre o que poderia ter provocado o desmoronamento. "Você só vai saber quando o IPT tiver o laudo", disse.

"Tudo vai ter que ser analisado mais cientificamente para poder se chegar a uma conclusão", acrescentou o governador.

O Consórcio Via Amarela, responsável pelas obras, afirmou em nota à imprensa que as chuvas que ocorreram na cidade podem ter provocado o acidente.

"As fortes chuvas das últimas semanas que assolaram a capital paulista com grande intensidade e duração levam a indícios de que teriam causado uma reação anômala e inesperada no maciço de terra em que se encontra a obra, provocando o seu repentino colapso e consequente desmoronamento".

O consórcio é integrado pelas construtoras Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.

Na nota, o consórcio disse ainda que o projeto da linha 4 do metrô é de alto risco e que, por isso, "o acidente não é indicativo de falha ou negligência".

O Ministério Público de São Paulo vai abrir inquérito para investigar as causas do acidente. Um laudo criminal também será feito, segundo informou o delegado Paulo Peres, do 14º distrito policial, que acompanha as investigações.

Portella negou que a direção do Metrô tenha falhado na fiscalização das obras. "O Metrô não está fazendo a obra, quem faz a obra é o consórcio. O Metrô fiscaliza e acompanha. Agora, a responsabilidade pela execução, pelo projeto, é das empresas construtoras", disse o secretário a jornalistas.

O tráfego de veículos pela Marginal Pinheiros, nas proximidades do desabamento, seguia interditado até o início da noite de sábado, mas o governador disse que o trânsito poderia ser liberado na via expressa a partir da noite de domingo.

Caso o tráfego não possa ser liberado, a prefeitura de São Paulo vai antecipar a volta do rodízio de veículos.

"No caso das marginais (vias expressa e local) continuarem interditadas segunda-feira, provavelmente não estarão, mas se estiverem, que os paulistanos estejam preparados porque segunda-feira será restabelecido o rodízio de veículos", disse o prefeito Gilberto Kassab.

Apesar da interrupção das obras por conta do acidente, Serra disse que o cronograma de execução não deve sofrer atrasos.

"Dá para recuperar eventuais atrasos que aconteçam", disse o governador. As obras da linha 4, que terá uma extensão de 12,8 quilômetros, estão programadas para serem concluídas em 2008.

Serra destacou ainda que o acidente não acarretará aumento de custos no empreendimento, o primeiro do país a ser feito dentro dos parâmetros da Parceira Público-Privada (PPP), que combina investimentos dos dois setores. "É obvio que isso não vai implicar em nenhum aumento de custo do Metrô. Isso está por conta das companhias e do seguro", disse o governador.

O buraco no canteiro de obras da futura estação de Pinheiros do Metrô foi aberto há cerca de um ano para a entrada de pessoal e equipamentos que estavam sendo utilizados na construção túnel por onde passará a linha 4 do sistema de transporte.

Inicialmente, o buraco tinha 30 metros de profundidade e 40 metros de diâmetro. Com o desmoronamento, o fosso aberto dobrou de largura, destruindo praticamente todo o canteiro de obras e atingindo uma das ruas adjacentes.

O primeiro-ministro da palestino, patient Ismail Haniyeh, cialis 40mg pediu no sábado o fim da violência interna e conclamou por mais esforços para a formação de um governo de unidade.

Mais tarde, o premiê reiterou sua mensagem durante uma conversa por telefone com o presidente Mahmoud Abbas, integrante da Fatah, facção que trava uma disputa por poder com o Hamas, grupo militante islâmico que comanda o governo palestino.

Ao menos 30 palestinos foram mortos desde que Abbas convocou no mês passado a antecipação das eleições, na tenta tiva de romper o impasse político com o Hamas sobre a criação de um gabinete de unidade.

Haniyeh e Abbas concordaram que existe a necessidade de por fim às tensões e retomar as negociações sobre a coalizão, informou o gabinete de Haniyeh em comunicado. Os dois se encontraram no início do mê s em Gaza e pediram a retirada de homens armados das ruas.

"Peço aos palestinos e facções, em particular o Hamas e a Fatah, para suspender os embates internos", disse Haniyeh em discurso transmitido ao vivo pela televisão.

"Devemos proteger a união nacional e trabalhar para formar um governo nacional de unidade", acrescentou Haniyeh, depois de dias de grandes demonstrações de ambas facções que aumentaram as tensões.

A secretária de Estado norte-americana, cheap Condoleezza Rice, numa tentativa de incentivar o presidente Mahmoud Abbas, prometeu neste domingo ampliar o envolvimento de Washington no processo de paz com o objetivo de avançar na direção de um Estado palestino.

Rice disse que os Estados Unidos estão "profundamente comprometidos" em encontrar meios de acelerar o plano de paz "mapa do caminho" a fim de "demonstrar ao povo palestino como poderemos avançar na direção do estabelecimento de um Estado palestino".

Rice não deu detalhes sobre como Washington vai ampliar seu envolvimento. Autoridades israelenses disseram que Rice está explorando diversas opções, incluindo a criação de um Estado palestino com fronteiras temporárias, idéia rejeitada por Abbas.

"Eu ressaltei para a secretária de Estado nossa rejeição a soluções temporárias, incluindo fronteiras provisórias para o nosso Estado", disse Abbas ao lado de Rice em entrevista coletiva em Ramallah.

Os palestinos temem que as fronteiras temporárias tornem-se definitivas, deixando seu Estado com limites truncados.

Os EUA querem que Abbas saia vitorioso em sua disputa com o grupo islâmico Hamas, que está no poder e que é considerado terrorista por Washington.

Os EUA pretendem investir US$ 86 milhões em ajuda a treinamento e equipamentos para a guarda presidencial de Abbas.

O Hamas recebe ajuda do Irã e de outros aliados islâmicos, e está construindo sua própria "força executiva."

Rice encontrou-se com ministros israelenses no sábado, mas disse que não foi à região com um plano específico para recomeçar as negociações entre israelenses e palestinos, que entraram em colapso no ano 2000.

O "mapa do caminho" não saiu da primeira fase, porque palestinos e israelenses não cumpriram suas obrigações – Israel deve parar a construção de assentamentos na Cisjordânia e os palestinos devem desmantelar grupos militantes.

O segundo estágio prevê um Estado palestino com fronteiras provisórias.

"Ouvi alto e claro o pedido pelo envolvimento norte-americano mais profundo nestes processos", disse Rice.

"Você terá meu compromisso para fazer exatamente isso", disse ela a Abbas.

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