“Estamos vigiando com muita atenção” a situação birmanesa, afirmou Rice, que assiste às reuniões ministeriais realizadas nas Nações Unidas sobre o Afeganistão e o Oriente Médio.
A chefe da diplomacia americana disse, ao chegar às reuniões, que “os birmaneses merecem algo melhor. Merecem viver em liberdade, como qualquer pessoa”.
Ao mesmo tempo, Rice ressaltou que “a brutalidade do regime (militar birmanês) é bem conhecida por todos. O presidente (dos Estados Unidos, George W. Bush) falará da situação com muitos de seus colegas” nos próximos dias.
Em Yangun, a maior cidade birmanesa, cerca de 20 mil pessoas, entre monges e civis, se manifestaram hoje em apoio à líder opositora Aung San Suu Kyi, no sétimo dia de protestos no país contra a Junta Militar.
Não há eleições legislativas no país desde 1990, quando Suu Kyi, líder da Liga Nacional pela Democracia, conseguiu uma vitória arrasadora, resultado que nunca foi acatado pela Junta Militar.
A ONU afirmou na quinta-feira em comunicado que a situação em Mianmar coloca em risco a segurança dos outros países do Sudeste Asiático.