O ex-presidente chileno Ricardo Lagos e a secretária de Trabalho dos Estados Unidos, Hilda Solis, farão parte da comissão de verificação do acordo assinado para solucionar a crise política em Honduras, e viajarão ao país na próxima terça-feira para iniciar as atividades.
Segundo a Organização dos Estados Americanos (OEA), além dos dois políticos, ainda vão compor a comissão os hondurenhos Jorge Reina e Arturo Currais, representantes durante as negociações do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, e do presidente de fato, Roberto Micheletti, respectivamente.
Na sexta-feira, as duas partes envolvidas no conflito assinaram um acordo pondo fim à crise no país, desde que Zelaya foi retirado à força do poder em 28 de junho.
O acordo prevê a criação de um Governo de reconciliação nacional e que o Parlamento decida sobre a restituição do governante deposto.
Um dos pontos do acordo inclui a constituição por parte da OEA de uma Comissão de Verificação do cumprimento do convênio, que será integrada por dois membros da comunidade internacional e dois membros da comunidade nacional.
Insulza assinalou que os dois integrantes internacionais se reunirão em Tegucigalpa na terça-feira com Jorge Reina e Arturo Currais.
Ambos viajarão acompanhados pelo Secretário de Assuntos Políticos da OEA, Víctor Rico, e uma delegação de altos funcionários da organização.
A OEA ocupou um papel importante na busca de uma solução à crise de Honduras, país que teve suspensa a participação no organismo em retaliação ao golpe de Estado contra Zelaya, no início de julho.
Nos últimos 20 anos, esta foi a medida mais enérgica do organismo.
Hoje, em declarações à Agência Efe, Insulza reconheceu que o levantamento das sanções é um tema que o organismo deverá ser abordado, como ficou evidente na reunião de sexta-feira no Conselho Permanente desta instituição.
Nesta reunião, o representante da Bolívia, José Pinelo, propôs que a OEA realize uma assembleia geral extraordinária em Tegucigalpa em 16 de novembro, antes das eleições, para discutir a suspensão de Honduras do organismo.
Por isso, Insulza disse hoje que “a possibilidade da reunião ocorrer em 16 de novembro, uma vez que esteja implementado o acordo, teve bastante apoio entre os integrantes do Conselho Permanente”.