O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, se reuniram hoje, em Copenhague, para tentar desobstruir as negociações para um acordo contra a mudança climática.
Segundo a Casa Branca, o encontro entre os líderes dos dois países, os que mais poluem no mundo, foi marcado por “progressos”.
Em declarações à imprensa, um alto funcionário do Governo americano garantiu que a reunião, de 55 minutos, foi “construtiva”.
Nela, Obama e Wen conversaram sobre o que o que os EUA querem no acordo final: metas de redução de gases estufa para todos os países-chave, um mecanismo de verificação e o financiamento para os países pobres.
“(Os dois) Deram um passo adiante e conseguiram progressos”, declarou o alto funcionário, que pediu para não ser identificado.
Os dois líderes pediram a suas respectivas equipes de negociação que se reúnam bilateralmente e com outros países, “para ver se é possível conseguir um acordo”, acrescentou a fonte.
A esperança, segundo o funcionário, continua sendo conseguir um acordo ainda hoje, último dia da conferência sobre a mudança climática.
Os dois países, no entanto, mantêm diferenças em áreas-chave do acordo, principalmente em relação às metas de redução de emissões e à criação de um mecanismo para fiscalizar a diminuição dos gases estufa liberados na atmosfera.
A China acha que os EUA devem propor números mais ambiciosos de redução nas emissões. Por outro lado, resiste à criação de um mecanismo de verificação, como o sugerido por Washington.
A proposta levada pela Casa Branca à cúpula de Copenhague prevê uma diminuição de 17% nas emissões em relação aos níveis de 2005. Isto equivaleria a uma redução de 3% na comparação com os níveis de 1990, segundo cálculos da União Europeia (UE).