Menu
Mundo

Retórica da imparcialidade

Arquivo Geral

07/06/2009 0h00

Ali estava ele, medicine no coração do mundo muçulmano, prescription explicando a postura dos Estados Unidos aos muçulmanos e o mundo do Islã aos norte-americanos, view com o ar de um professor de faculdade. Em seu aguardado discurso na Universidade do Cairo, na última quinta-feira, o presidente Barack Obama mostrou uma abordagem cuidadosa, do ,tipo “por um lado…, mas por outro”, para tratar de alguns dos temas que mais preocupam o planeta.


Não houve anúncio de novas políticas para o Oriente Médio em geral, Afeganistão, armas nucleares ou outras questões importantes no mundo muçulmano. Ao invés disso, o discurso foi uma tentativa de pelo menos levar as pessoas a falar – e a ouvir – novamente.


“O que é novo é que as pessoas estão ouvindo este presidente”, afirmou Shibley Telhami, professora da Universidade de Maryland. “Eles o ouviram demonstrar simpatia pelos assuntos deles. Eles o ouviram expressar uma compreensão não apenas da religião e da cultura deles, mas também de seus problemas”. O presidente pode ter gerado empatia, mas não emocionou.


Mediador
Como fez em discursos passados sobre temas difíceis, como raça e aborto, Obama parecia se posicionar como uma espécie de mediador neutro, apontando as discordâncias dos dois lados – nesse caso, sobretudo de israelenses e palestinos. Foi proferida 37 vezes a palavra “mas” na fala da quinta-feira, em muitas dessas ocasiões claramente na busca por uma atitude imparcial.


Obama notou que os temores provocados nos norte-americanos pelo 11 de Setembro são compreensíveis, “porém, em alguns casos nos levaram a agir contrariamente a nossas tradições e a nossos ideais”.


Ele se mostrou comprometido a lutar contra os estereótipos negativos do Islã. Mas advertiu que “esse mesmo princípio deve se aplicar às percepções dos muçulmanos sobre a América”. Israelenses e palestinos possuem ambos aspirações e reclamações legítimas, “porém, se olharmos para esse conflito por uma ótica ou por outra, não enxergaremos a verdade”, argumentou Obama.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado