Um tribunal da Indonésia retirou as acusações por abusos sexuais contra um autoproclamado clérigo muçulmano de Java que contraiu casamento com uma menina de doze anos, informou hoje a agência estatal Antara.
Pujiono Cahyo Widianto, de 43 anos, foi posto em liberdade e exonerado de todas as acusações que pesavam sobre ele porque eram “falsas, inexatas e incompletas”, segundo a decisão (judicial).
A acusação, que anunciou novas ações legais, afirma que ao clérigo, rico dono de um internado islâmico, violou as leis de Proteção do Menor e Casamento, pelo que se pedia uma pena de até quinze anos de prisão.
O religioso, conhecido como xeque Puji, foi detido em março pela Polícia da Indonésia após conhecer-se que em agosto de 2008 tinha tomado por segunda esposa a uma menina de doze anos.
Fontes da investigação asseguraram então que o clérigo provavelmente tinha mantido relações sexuais com ela e que a família da menina tinha dado seu sinal verde ao enlace por motivos econômicos.
A menina foi selecionada através de um concurso no qual atuaram como júri a primeira mulher do xeque e vários de seus seguidores.
Indonésia é a nação com maior população muçulmana do mundo com uns 200 milhões de fiéis, em sua maioria de caráter moderado.