A Universidade espanhola de Santiago de Compostela informou hoje que deve concluir nas próximas horas a análise dos exames de DNA do menino Emmanuel, web suposto filho de Clara Rojas, seqüestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), e que os resultados dos testes deverão ser anunciados amanhã.
Fontes da universidade, situada na região da Galícia (noroeste), disseram à Agência Efe que o Instituto de Medicina Legal da instituição prevê a conclusão até as primeiras horas desta quinta-feira (local) das análises, solicitadas pela Colômbia.
O Instituto convocou para as 14h locais (10h de Brasília) uma coletiva de imprensa na cidade de Santiago de Compostela, com comparecimento no evento do próprio diretor do órgão, Ángel Carracedo.
Segundo as fontes consultadas, embora alguns meios de comunicação colombianos tenham informado hoje que fontes do Instituto de Medicina Legal tinham confirmado que os resultados eram positivos, as análises ainda não terminaram, e, portanto, não há resultados conclusivos até o momento.
Apesar de exames de DNA realizados anteriormente na Colômbia em parentes de Rojas terem revelado uma “alta probabilidade” de que a criança encontrada em um centro de assistência oficial seja Emmanuel – filho da refém -, a Promotoria da Colômbia decidiu em 4 de janeiro encomendar um contraprova ao Instituto de Medicina Legal galego, um dos melhores do mundo na área.
As Farc anunciaram em 18 de dezembro a libertação da ex-candidata a vice-presidente Clara Rojas, de seu filho Emmanuel e da ex-congressista Consuelo González de Perdomo, em operação que tinha como interlocutor o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e que acabou sendo suspensa por supostas ofensivas militares na região prevista para a entrega dos reféns.
Em 31 de dezembro, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, assegurou que as Farc não entregavam os reféns porque não tinham em seu poder Emmanuel, e rejeitou a existência das operações militares.
Um dia depois, as Farc admitiram que o grupo não tinha a criança, mas que esta havia sido entregue na capital colombiana “a pessoas honradas enquanto o acordo humanitário era assinado”. A confirmação da identidade do pequeno Emmanuel é um dos requisitos básicos para que a criança possa ser entregue à família de Clara Rojas