O Exército do Paquistão assegurou hoje que apenas dois ou três radicais armados ainda resistem dentro da Mesquita Vermelha, story após uma invasão na qual, segundo fontes dos serviços de inteligência, morreram 125 estudantes.
O porta-voz do Exército, Waheed Arshad, disse que os militares têm o controle de praticamente todas as instalações da Mesquita Vermelha e da escola corânica adjacente, de onde estão sendo retirados os corpos dos mortos na operação.
Embora o número oficial de mortos seja de 12 soldados e 79 militantes – nove deles nas últimas horas -, uma fonte dos serviços secretos paquistaneses que pediu para não ser identificada afirmou à Efe que se calcula que há 125 estudantes de ambos os sexos entre as vítimas.
A invasão militar da Mesquita Vermelha começou na madrugada de segunda para terça-feira, depois que fracassaram as negociações entre enviados do Governo e os radicais entrincheirados no templo, liderados pelo clérigo Rasheed Ghazi.
Ghazi morreu na terça-feira junto a vários militantes armados na Jamia Hafsa, a escola corânica adjacente à mesquita na qual estavam entrincheirados.
O Governo anunciou hoje que o corpo de Ghazi será levado a sua cidade natal, no distrito de Punjab, para que seja enterrado ali, mesmo com a oposição de seus familiares, que asseguram que o desejo do clérigo era ser enterrado em Islamabad, perto do túmulo de seu pai.
O Exército anunciou que nas próximas horas poderia permitir o acesso da imprensa à Mesquita Vermelha, assim que for encerrada a “fase final” da invasão da mesquita.
Os jornalistas permaneceram afastados das instalações por ordem dos militares, que também restringem o acesso ao hospital para onde os feridos e os corpos foram levados.