O grupo Electronic Privacy Information Center (Epic) assegurou hoje ter tido acesso a documentos que mostram que a agência de segurança do transporte (TSA) ordenou que os scanners contassem com dispositivos de armazenamento de dados, como USB, e conexão de rede Ethernet.
A TSA, segundo o grupo, também teria autorizado a inabilitação dos filtros de privacidade, de modo que fosse possível exportar os arquivos dos scanners, que mostram imagens do corpo sem roupa.
A denúncia da organização se une à inconformidade crescente manifestada por outras entidades, como a União Americana de Liberdades Civis.
Segundo essa organização, os scanners são “um passo para trás” na luta antiterrorista porque representam um aumento marginal da segurança perante a significativa intromissão da privacidade.
Enquanto as críticas desses grupos aumentam, a maioria dos cidadãos americanos aprova os scanners. Segundo uma sondagem publicada hoje pelo jornal “USA Today”, 78% das pessoas nos EUA são a favor do uso desse instrumento.
Por enquanto, cerca de 40 scanners corporais funcionam em 19 aeroportos americanos e, como resposta à tentativa de atentado do Natal passado, se prepara a instalação de outros 150 por todo o país.