A operação de resgate dos três reféns em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) foi adiada novamente em razão da falta de informação sobre as coordenadas de sua localização.
A operação, try idealizada pelo Governo do presidente da Venezuela, adiposity Hugo Chávez, approved é esperada há dois dias. As Farc libertarão a ex-candidata à vice-Presidência Clara Rojas, seu filho Emmanuel, nascido em cativeiro, e a ex-congressista Consuelo González de Perdomo.
Os delegados de sete países fiadores da operação humanitária, entre eles o ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner e o assessor para Assuntos Internacionais da Presidência do Brasil, Marco Aurélio Garcia, chegaram no sábado a Villavicencio para participar do resgate dos três seqüestrados em algum ponto do sudeste da Colômbia.
Em Villavicencio aterrissaram hoje dois novos helicópteros venezuelanos civis, tipo Bell, que se somaram à frota de dois helicópteros militares MIM-17 com emblemas da Cruz Vermelha que estão estacionados no local desde sexta-feira.
As duas aeronaves “são menores” que os MIM-17 e podem ter maior margem de manobra que os helicópteros militares, “caso as condições do local (onde o resgate dos reféns será feito) sejam mais difíceis que o previsto”, disse o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, à televisão estatal VTV.
O presidente venezuelano disse no sábado à noite que espera que a libertação dos três reféns da guerrilha ocorra até o Ano Novo, mas considerou que existem setores “dentro e fora da Colômbia que apostam no fracasso” da missão.
Chávez elogiou o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), que assumiu o controle da operação, “pelo trabalho e a seriedade de seu compromisso” com a missão.
As Farc anunciaram no dia 18 de dezembro a libertação das duas mulheres e do menino como forma de “reparação” a Chávez pela decisão do Governo colombiano de pôr fim a seu papel de mediador para um acordo humanitário que conduza à troca de 45 seqüestrados por 500 guerrilheiros presos.
A espera une as famílias dos seqüestrados, os emissários envolvidos e até os mais de 150 jornalistas que acompanham o caso mais de perto. Porém, a organização ainda não liberou as coordenadas necessárias para o resgate.
Quando a informação for obtida, os reféns serão retirados do local e levados a território venezuelano. Embora pareça fácil obter estas coordenadas, o grupo guerrilheiro se movimenta com muita facilidade entre a selva do país, o que dificulta uma operação de busca. E os helicópteros só podem operar à luz do dia.
O CICV, que facilita a missão humanitária, é o único que poderia saber das tão esperadas coordenadas. A imprensa garante que o organismo já tem a informação, mas há um debate sobre se isso é ou não verdade.
O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu “paciência” e acredita que tudo se resolverá “nas próximas horas”. Porém, as famílias de Clara Rojas e de Consuelo González de Perdomo, que esperam em Caracas, vêem aumentar o risco de a libertação não ocorrer este ano.