Republicanos dos EUA dizem que fechar Guantánamo compromete segurança
Na mensagem por rádio semanal do partido, o senador pelo Missouri Kit Bond acusou o presidente de “colocar o valor simbólico acima da segurança”.
“O presidente Obama não têm nenhum plano sobre o que fazer com estes assassinos”, afirmou Bond, em referência aos 241 detidos que permanecem na base naval dos Estados Unidos em Cuba.
O Governo estuda atualmente para onde levá-los, depois que Obama se comprometeu, em janeiro, a fechar a prisão no prazo de um ano.
Os Estados Unidos pediram a seus aliados europeus que recebam alguns prisioneiros que não consideram perigosos, mas que não podem ser enviados a seus países de origem, porque poderiam ser torturados.
Além disso, abriu a possibilidade de libertar alguns em território americano, enquanto julgaria os outros.
O Partido Republicano, no entanto, rejeita que qualquer deles pise nos EUA.
“Os americanos não querem esses terroristas em nossos bairros”, disse Bond.
O fechamento de Guantánamo “é uma aposta perigosa com nossa segurança aqui e a de nossas tropas no exterior”, disse o senador.
Segundo publica hoje o jornal “The Washington Post”, a Administração restabelecerá os tribunais antiterroristas de Guantánamo em território americano, provavelmente em alguma base militar, com novas normas, que darão mais direitos aos acusados.
O jornal afirma que o plano de manter os tribunais, mas com essas remodelações, reflete o temor do Governo de perder alguns casos se julgar os prisioneiros em cortes ordinárias.
As organizações de direitos humanos americanos pediram que sejam eliminados totalmente os tribunais especiais de Guantánamo e que os detidos sejam processados em cortes civis ou militares normais. EFE