A repressão do governo sírio às manifestações que ocorrem no país desde março deste ano já custaram a vida de 2.900 pessoas, segundo dados divulgados pela ONU nesta quinta-feira (06).
“Pela lista de mortos em nosso poder, o número total de vítimas fatais é de 2.900, duzentos a mais que nossa última estimativa”, disse à Efe o porta-voz do Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos, Rupert Colville.
A informação foi dada um dia antes da divulgação em Genebra do Exame Periódico Universal (EPU) sobre a Síria, avaliação realizada pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas para avaliar a situação dos países membros da organização nessa questão.
O EPU é realizado de quatro em quatro anos. No caso de Síria, sua divulgação coincidirá com o aumento da violência no país.
Na cerimônia em Genebra, a Síria poderá fazer um discurso, assim como qualquer membro da Onu ou organização de defesa dos direitos humanos que tiverem participação no país árabe.
A avaliação não chega em bom momento para a Síria, que em 23 de agosto foi condenada pelo Conselho de Direitos Humanos pela repressão aos protestos contra o regime de Bashar al-Assad .
O Conselho já aprovou o envio ao país de uma comissão independente que irá averiguar possíveis crimes contra a humanidade, denunciados previamente pelo Alto Comissariado para os Direitos Humanos.
Apesar do isolamento internacional, a Síria conta com o apoio da Rússia e da China, que vetaram nesta terça-feira no Conselho de Segurança da ONU resolução de condenação ao regime de el-Assad, que ameaçava o país com ações concretas se a repressão aos manifestantes não acabasse.