O presidente americano, Donald Trump, anunciou, nesta terça-feira (22), que autoridades iranianas e americanas se reuniram à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
“Foi uma reunião de três horas”, disse o presidente americano a jornalistas. Ele descreveu o encontro como “muito bom” e afirmou que prevê outro diálogo “em um futuro muito próximo”.
Trump anunciou a retomada do diálogo com Teerã durante uma coletiva de imprensa conjunta com o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky.
“Eu me sinto muito bem” em relação a estes diálogos, disse o emissário americano Steve Witkoff, presente ao lado de Trump.
O genro do presidente, Jared Kushner, que também tinha participado das negociações com Teerã antes de serem interrompidas em junho, também estava presente.
Veículos de imprensa iranianos reportaram horas depois que o encontro ocorreu entre o chanceler do Irã, Abbas Araghchi, e o enviado dos Estados Unidos, Steve Witkoff.
Durante a reunião, Teerã apresentou a Washington suas condições para reabrir o Estreito de Ormuz, acrescentaram estes veículos.
Segundo a agência estatal de notícias Irib, as demandas apresentadas por Araghchi incluem “a suspensão imediata do boqueio naval (dos Estados Unidos a portos iranianos), o pronto pagamento de todos os ativos iranianos que estão congelados e o fim da guerra em todas as frentes de resistência”.
Um pouco antes, o presidente americano havia dito no púlpito da ONU que tinha que escolher entre levar o Irã “ao inferno” ou chegar a um acordo, e antecipou que uma solução diplomática seria encontrada após as eleições legislativas de meio de mandato de novembro nos Estados Unidos.
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