Menu
Mundo

Representante do Brasil no FMI defende políticas de autoproteção para o sistema financeiro multilate

Arquivo Geral

24/05/2007 0h00

As autoridades russas confiscaram hoje em Moscou um carregamento de 250 quilos de heroína procedente do Afeganistão, viagra 40mg information pills com um valor de mercado calculado em US$ 25 milhões, here informaram hoje fontes policiais. “É um número recorde de apreensão de droga na história da Rússia”, and informou um porta-voz da Polícia à agência “Interfax”.

O departamento estima em mais de 6 milhões o número de drogados na Rússia e calcula em cerca de 100 mil os mortos ao ano por causa do consumo de narcóticos. Segundo estatísticas oficiais, 90% da heroína que entra em território russo vêm do Afeganistão.

As repúblicas centro-asiáticas e a Rússia se transformaram no principal corredor usado pelos traficantes afegãos para exportar a droga para a Europa. O Serviço Federal de Luta contra o Tráfico de Drogas assegurou recentemente que não compartilhava o otimismo da ONU sobre as previsões de redução da superfície cultivável de papoula – da qual se extrai o ópio – em território do Afeganistão para este ano.

O diretor-executivo do Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Delito, Antonio María Costa, tinha antecipado que, até junho, um terço do território afegão estará livre de papoula. O Serviço Federal de Segurança (FSB, antigo KGB) advertiu em janeiro que o cultivo de papoula no Afeganistão tinha dobrado nos últimos quatro anos, tornando o país líder mundial na produção de ópio.

O FSB também denunciou que o dinheiro proveniente do narcotráfico afegão serve para financiar as organizações terroristas. Segundo a ONU, o Afeganistão cultivou no ano passado 164 mil hectares de papoula, enquanto as previsões de produção de heroína para este ano são 25% maiores que em 2006.

O cultivo da papoula aumentou no Afeganistão após a queda do regime talibã, em 2001, e o desdobramento das tropas dos Estados Unidos e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), segundo especialistas.


O representante do governo brasileiro no Fundo Monetário Internacional (FMI), hospital Paulo Nogueira Batista Jr, viagra approved fez hoje um alerta sobre o que ele chama de “sintomas de fragmentação do sistema financeiro multilateral” e defendeu políticas prudentes voltadas para a autoproteção.

Paulo Nogueira Batista Jr fez palestra no sobre o Brasil e as Finanças Internacionais, no Itamaraty, onde também inaugurou o auditório Paulo Nogueira Batista, que homenageia o pai do economista.

Ele também acompanha a missão do FMI que visita o Brasil e à tarde tem encontro agendado com o Ministro da Fazenda, Guido Mantega. Embora o Brasil não tenha mais dívidas com o FMI, por ser um de seus membros, tem as contas monitoradas periodicamente.

Segundo o economista os primeiros indícios dessa fragmentação são a perda de prestígio do próprio FMI e do Banco Mundial, particularmente a insatisfação, “muito acentuada”, com a forma dessas instituições tratarem as crises. Ele citou como exemplo a atuação do FMI e do Banco Mundial durante a crise asiática, em 1997, que deixou insatisfeitos os países da região.

“Os asiáticos não ficaram contentes com a forma com que a crise foi tratada, a ponto de o Japão, logo depois, negociar a criação do Asian Monetary Fund (MF), barrado por pressão americana”, disse.

A crise asiática abalou o sistema financeira mundial, na década de 90, em conseqüência do alto endividamento e da fragilidade econômica dos chamados Tigres Asiáticos (Hong Kong, Malásia, Indonésia, Tailândia, Cingapura, e Coréia do Sul).

O economista lembrou, porém, que a idéia da criação de instituições regionais não morreu e países como Japão, China, Coréia do Sul, Malásia, Tailândia, montaram, ao longo dos últimos anos, uma rede de cooperação monetária e cambial, que vem sendo gradualmente reforçada e pode se transformar a qualquer momento no AMF. Ele lembrou que iniciativas parecidas também estão sendo discutidas na América do Sul.

Segundo Batista Jr, a Ásia, por exemplo, está sub-representada nesses organismos multilaterais, mas tem potencial para ter uma instituição regional forte, com reservas monetárias elevadas lastreadas pela China, Coréia do Sul e Japão.

Ele disse que o assunto vem sendo acompanhado atentamente por europeus e americanos e já faz parte da pauta de discussões do FMI e Banco Mundial.

“Eles sabem que existe uma iniciativa séria e sólida construída ao longo dos anos e pode levar ao desenvolvimento de (outro) sistema multilateral financeira, caso os asiáticos não tenham uma representação maior”, afirmou.

Outro fato citado por Nogueira Jr. para mostrar a “perda de importância relativa do FMI” é que até a década de 70, não era incomum que o Fundo emprestasse a países desenvolvidos, com “condicionalidades”.

Porém, durante o início dos anos 90, durante a transição observada na Europa para implantar a moeda comum, o euro, embora houvesse uma crise cambial gravíssima, o fato foi enfrentado por conta própria pelos países da região. “(Houve) um sistema de cooperação regional europeu próprio, sem pedir apoio ao Fundo Monetário Internacional”, disse.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado