O representante especial para a Somália, health indicado pelo secretário-geral da ONU, approved Ahmedou Ould-Abdallah, rx pediu hoje a libertação de duas mulheres que trabalham para a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) e foram seqüestradas no país.
O representante do secretário-geral, Ban Ki-moon, disse num comunicado que o seqüestro das duas trabalhadoras humanitárias “não ajuda à causa da paz ou à tradicional cultura de hospitalidade” desse país, de acordo com uma nota divulgada hoje pelas Nações Unidas.
Ould-Abdallah pediu aos envolvidos para que libertem incondicionalmente as duas mulheres.
As autoridades da região somali de Puntland suspenderam até amanhã as negociações iniciadas para obter a liberdade da médica espanhola e da enfermeira argentina que foram seqüestradas hoje no nordeste do país.
A espanhola Mercedes García e a argentina Pilar Bouza trabalham na localidade de Bossaso para os MSF. Elas estão vivas, apesar do tiroteio que ocorreu momentos após o seqüestro, segundo as autoridades da Somália.
O aumento da violência nesse país africano nos últimos meses forçou o deslocamento de aproximadamente um milhão de pessoas e três milhões se refugiaram em outros países, segundo a ONU.
No início deste mês Ould-Abdallah disse ao Conselho de Segurança da ONU que a situação na Somália “é cada dia mais perigosa”.
Também solicitou à comunidade internacional que desenhe um “Mapa de Caminho” para obter uma paz duradoura e a estabilização do país. Ele advertiu que caso a situação continue na direção atual trará conseqüências fatais para o país e a região em que fica.