A organização Repórteres sem Fronteiras (RSF) denunciou hoje que houve “uma multiplicação dos ataques à liberdade de imprensa” no Brasil nos últimos meses.
“Durante as últimas semanas, um jornalista e um meio de comunicação foram silenciados por divulgarem informações contra autoridades públicas”, segundo a RSF, em comunicado.
“Fazemos uma chamada às autoridades policiais para que levem muito a sério o caso do jornalista ameaçado de morte”, declarou a ONG, sobre o caso protagonizado por Carlos Baía, diretor do departamento de Jornalismo da “Rádio Metropolitana de Barcarena”, no Pára.
A RSF lembra que Baía foi ameaçado de morte por ter denunciado a existência de irregularidades na Prefeitura de Barcarena.
O comunicado também se refere o caso do jornal “O Estado de S. Paulo”, que publicou informações sobre o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney, acusado de tráfico de influência e corrupção.
A organização lembra que, no dia 31 de julho, o juiz Dácio Vieira, do tribunal de São Paulo, proibiu o jornal de publicar a informação.
A RSF também aponta que, segundo a “Folha de S.Paulo”, o juiz Vieira tinha ocupado anteriormente “um cargo de confiança ligado a Sarney, que teria apoiado sua nomeação para o tribunal”.