Divulgado pelo diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohamed ElBaradei, antes de viajar a Teerã com o intuito de obter permissão para visitar as plantas de enriquecimento de urânio na cidade de Qom.
Com o título de “Possíveis dimensões militares do programa nuclear do Irã”, o estudo da AIEA calcula que o Irã tem informação suficiente para desenhar e produzir um dispositivo explosivo nuclear, com urânio altamente enriquecido”.
Segundo o jornal, o documento que não estava pronto para publicação foi redigido por altos funcionários europeus.
Com 67 páginas, segundo o “New York Times”, o relatório descreve o complexo programa dirigido pelo Ministério da Defesa do Irã que começou a atuação em 2002, focado primeiramente na produção de carga nuclear para o sistema de mísseis Shahab 3.
Os mísseis de médio são capazes de atingirem o Oriente Médio e parte da Europa a partir do Irã.
Neste sentido, o documento reforça que “os iranianos fizeram amplas pesquisas para aperfeiçoar as armas nucleares, como a fabricação de detonadores de alta tensão e o desenho de ogivas nucleares”, embora nunca tenha especificado o grau de desenvolvimento.
Conforme o jornal, durante as últimas semanas houve filtragens deste documento talvez intencionalmente para pressionar ElBaradei a publicar oficialmente as informações.
O diretor da AIEA se opôs a estratégia de confronto com o Irã e mostrou disposição ao diálogo.