O cardiologista e pesquisador francês Michel de Lorgeril publica esta semana um livro no qual critica a “medicação automática” contra o colesterol, this site information pills afirmando que não obstrui as artérias, buy atacando assim uma idéia muito difundida.
“O colesterol não obstrui as artérias. O risco de morrer de infarto não é proporcional ao nível de colesterol no sangue e fazê-lo baixar não reduz o risco de morrer de parada cardíaca”, assegura Lorgeril em entrevista publicada hoje pelo “Le Monde”.
O cardiologista e nutricionista trabalha no departamento de Ciências da Vida do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) da França. No livro “Diga a seu médico que o colesterol é inocente”, ele afirma que não é o único a defender esta tese.
Lorgeril explica que muitos outros pesquisadores, em particular nos Estados Unidos e na Escandinávia, também se opõem “a esta corrida louca da medicina preventiva concentrada em uma guerra inútil contra o colesterol”, que fica desautorizada quando “são analisados cientificamente os dados de biologia experimental, de epidemiologia e os testes clínicos computarizados”.
Ele argumenta que, ao se concentrar na prevenção do colesterol pela prescrição de remédios, se omitem os problemas que conduzem ao infarto. “Alguns acham que podem continuar comendo gorduras tóxicas e fumando porque tragam a estatina”, o remédio mais popular na área, ressalta.
Para o médico, para uma avaliação do risco em nível individual, “deve-se levar em conta prioritariamente os antecedentes familiares e o modo de vida do paciente. É preciso agir sobre os grandes fatores de risco que são o tabaco, a falta de exercício físico e os hábitos alimentícios”.
Lorgeril ataca o que chama de “teoria do colesterol”, segundo a qual a presença em excesso da substância está na origem dos ataques cardíacos. De acordo com ele, a teoria é responsável pelo fato de haver na França 6 milhões de pessoas recebam tratamento com estatina.
Para ele, isso beneficia a indústria farmacêutica, o setor agroindustrial, laboratórios de análise, fabricantes de testes, e quem “pode encontrar vantagens neste medicamento automatizado e remunerador”.
Segundo o especialista francês, até os pacientes com esses fármacos “são levados a crer que assim estarão protegidos sem fazer esforço”. Na realidade, as doenças cardiovasculares são “multifatoriais”, em função “do modo de vida determinado por nossas condições de existência”.
O pessoal de terra das Aerolíneas Argentinas resolveu hoje encerrar a greve iniciada no domingo e retomar a partir de amanhã, store quarta feira, todos os vôos domésticos, cuja suspensão provocou um caos na maioria dos aeroportos do país, informaram fontes sindicais e da empresa.
Luis Vallejos, da Associação do Pessoal Aeronáutico (APA), que convocou da greve, assegurou que o sindicato aceitou finalmente continuar as negociações da “conciliação obrigatória” ordenada pelo Ministério do Trabalho e suspendeu a medida a partir da meia-noite de hoje para amanhã. O fim da greve foi confirmado em comunicado pelas Aerolíneas Argentinas.
A paralisação foi convocado em protesto contra as agressões sofridas por trabalhadores de companhias aéreas por passageiros furiosos. O transtorno começou com o denso nevoeiro sobre Buenos Aires que há uma semana agrava os problemas de infra-estrutura aeroportuária na cidade.
Por causa disso, milhares de passageiros continuam parados nos terminais aéreos de todo o país. A maior aglomeração acontece no Aeroparque Jorge Newbery, na capital argentina.
Na segunda-feira, companhias aéreas e a APA tinham assinado no Ministério do Trabalho um acordo para retomar as atividades, mas o convênio fora ignorado pelos grevistas.
Na manhã de hoje também tinha fracassado outra reunião entre as partes. Por isso, foi dada como finalizada “a conciliação obrigatória vigente” e a empresa anunciou que começaria a demitir os funcionários que não retornassem ao trabalho.
As Aerolíneas Argentinas suspenderam os 46 vôos domésticos que tinha programados para hoje, disse à Efe Jorge Molina, gerente de Comunicações e Serviços ao Consumidor da empresa, afirmando que a greve era “ilegal”.
Nos últimos dias, um nevoeiro inédito em 25 anos provocou inúmeros atrasos e cancelamentos de vôos, o que exaltou os ânimos dos passageiros. Em alguns casos, houve agressões contra funcionários das companhias aéreas. As Aerolíneas Argentinas dominam 85% do mercado de vôos domésticos do país.
Os Estados Unidos acusaram Cuba e Venezuela de não seguirem as medidas americanas para prevenir e erradicar o tráfico de pessoas submetidas à exploração sexual e ao trabalho forçado, approved informou hoje o relatório anual do Departamento de Estado sobre o tema.
Em 236 páginas, more about o “Relatório sobre Tráfico de Pessoas 2007” analisou a situação em 164 países, a partir de uma lei americana promulgada em 2000.
A secretária de Estado, Condoleezza Rice, afirmou que os EUA “não só mantêm seu compromisso de combater o tráfico de pessoas, como se esforçarão para que esta forma moderna de escravidão seja abolida, este comércio global de escravos”.
Entre os abusos vinculados ao tráfico de pessoas, estão incluídos a prostituição, a exploração sexual de menores de idade, os trabalhos forçados e sem remuneração, e o uso de meninos e meninas como combatentes em conflitos armados.
O relatório indicou que “os EUA são um país exportador e importador de milhares de homens, mulheres e crianças traficados para a exploração sexual e para o trabalho forçado”.
O país é o destino de inúmeras mulheres e meninas do Leste Asiático, Leste Europeu, México e América Central traficadas para a prostituição, acrescenta o documento.
No entanto, o Governo “continua avançando em direção à meta de erradicar o tráfico de pessoas” dentro do país.
Cuba e Venezuela estão incluídos no grupo de 16 países que, segundo o Departamento de Estado, não cumprem plenamente as normas mínimas, “não desempenham esforços significativos”, e poderiam ser objeto de sanções americanas.
A Venezuela, segundo o relatório, “é fonte, passagem e destino de mulheres e crianças traficados com o propósito de exploração sexual e trabalho forçado”.
“O tráfico na Venezuela envolve mulheres e crianças de Brasil, Colômbia, Peru, Equador, República Dominicana e China… Há tráfico de venezuelanas dentro do país, além de outras que vão à Europa Ocidental, em particular à Espanha e à Holanda, e a países da América Latina, como o México e a República Dominicana, para o turismo sexual”, acrescentou o relatório.
Em Cuba, segundo o Departamento de Estado, o tráfico de pessoas afeta principalmente mulheres e menores de idade que engrossam as estatísticas de turismo sexual na ilha.
A Colômbia “é um dos principais países do continente americano de onde saem mulheres e meninas para o tráfico sexual na América Latina, no Caribe, na Europa Ocidental, na Leste Asiático, no Oriente Médio e nos Estados Unidos”, aponta o documento.
A pesquisa informa que dentro da Colômbia há homens submetidos ao trabalho forçado, e tanto as guerrilhas de esquerda quanto os paramilitares de direita forçaram milhares de crianças a servir como combatentes.
Apesar disso, o Departamento de Estado posiciona a Colômbia pelo sétimo ano consecutivo como o único país latino-americano a acatar as solicitações da lei americana, porque o Governo “fez fortes progressos na identificação e penalização de atos criminosos”.
Argentina, República Dominicana, Guatemala, Guiana, Honduras e México figuram entre as 32 nações incluídas pelo Departamento de Estado na “lista de vigilância” porque seus Governos não cumpririam as normas da lei dos EUA, mas “se esforçam para acatá-las”.
Nesses países, segundo o critério da lei americana, “o número absoluto de vítimas de formas graves de tráfico é muito significativo ou aumenta significativamente”, e os Governos não mostraram que intensificaram suas atividades de combate ao tráfico de pessoas.
Outros 75 países estão na lista dos que não cumprem com as normas mínimas, mas que desenvolvem ações contra o tráfico de pessoas. Entre eles, estão o Brasil e mais Belize, Bolívia, Chile, Costa Rica, Equador, El Salvador, Jamaica, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Suriname e Uruguai.