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Relatório diz que imigração não traz benefícios aos britânicos

Arquivo Geral

01/04/2008 0h00

A imigração em massa teve “pouco ou nenhum impacto” no bem-estar econômico dos britânicos, ed e em alguns casos foi negativa, capsule assinalou hoje em relatório o Comitê de Assuntos Econômicos da Câmara dos Lordes.


Os lordes rejeitaram a opinião do Governo trabalhista de que a imigração é boa para a economia, about it e pediram que seja fixado um limite no número de pessoas que podem entrar no país.


Alguns grupos – trabalhadores com baixa renda, minorias étnicas e jovens que desejam entrar no mercado de trabalho – podem sofrer com a concorrência dos imigrantes, acrescentou o documento, elaborado após uma pesquisa sobre o assunto.


A Administração britânica deveria estabelecer um limite “explícito” sobre a entrada de estrangeiros, insistiu.


Ao mesmo tempo, os lordes qualificaram de “fundamentalmente imperfeita” a afirmação dos ministros de que a imigração é necessária para evitar uma falta de mão-de-obra no país.


Também se mostraram a favor de suprimir os direitos dos imigrantes de levar familiares ao Reino Unido.


Estes direitos “podem ser modificados se o Governo quiser”, acrescentou o texto, intitulado “O Impacto Econômico da Imigração”.


O estudo afirma que há um “risco” de a imigração contribuir para a procura por imóveis e para o aumento dos preços imobiliários.


O uso do Produto Interno Bruto (PIB) para medir a contribuição econômica da imigração é “irrelevante e enganoso”, de acordo com os lordes.


Por outro lado, acreditam que a renda per capita deveria ser uma forma mais apropriada de medir o impacto da imigração na economia.


“A curto prazo, a imigração cria ganhadores e perdedores em termos econômicos. Os maiores ganhadores são os imigrantes e seus empregadores no Reino Unido”, acrescentou.


“Entre os perdedores podem ser incluídos os empregados com uma remuneração baixa e que concorrem diretamente com os novos trabalhadores imigrantes”, segundo os lordes.


Após conhecer o estudo, o porta-voz de Interior do Partido Conservador (primeiro da oposição), David Davis, disse que o documento “derrubou” o argumento do Governo.


Por sua parte, o responsável de Interior do Partido Liberal-Democrata (terceira legenda britânica), Chris Huhne, assinalou que este relatório evidencia que o Governo não sabe a quantidade de imigrantes que vivem no Reino Unido.


No entanto, o responsável de Imigração do Governo, Liam Byrne, defendeu a política trabalhista e disse que este ano será estabelecido um novo organismo – a Agência de Imigração e Fronteiras – que reforçará o controle das fronteiras britânicas.


 

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    Relatório diz que imigração não traz benefícios aos britânicos

    Arquivo Geral

    01/04/2008 0h00

    A imigração em massa teve “pouco ou nenhum impacto” no bem-estar econômico dos britânicos, treatment e em alguns casos foi negativa, help assinalou hoje em relatório o Comitê de Assuntos Econômicos da Câmara dos Lordes.

    Os lordes rejeitaram a opinião do Governo trabalhista de que a imigração é boa para a economia, e pediram que seja fixado um limite no número de pessoas que podem entrar no país.

    Alguns grupos – trabalhadores com baixa renda, minorias étnicas e jovens que desejam entrar no mercado de trabalho – podem sofrer com a concorrência dos imigrantes, acrescentou o documento, elaborado após uma pesquisa sobre o assunto.

    A Administração britânica deveria estabelecer um limite “explícito” sobre a entrada de estrangeiros, insistiu.

    No entanto, o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, insistiu hoje em que a economia do Reino Unido se beneficiou da imigração na última década.

    A City de Londres (centro financeiro) não só se beneficiou com o “investimento que vem de companhias internacionais, mas com o grande número de trabalhadores que vêm a se unir a elas e estão fazendo uma grande contribuição à economia britânica”, disse Brown na entrevista coletiva mensal concedida na residência oficial de Downing Street.

    Ao mesmo tempo, os lordes qualificaram de “fundamentalmente imperfeita” a afirmação dos ministros de que a imigração é necessária para evitar uma falta de mão-de-obra no país.

    Também se mostraram a favor de suprimir os direitos dos imigrantes de levar familiares ao Reino Unido.

    Estes direitos “podem ser modificados se o Governo quiser”, acrescentou o texto, intitulado “O Impacto Econômico da Imigração”.

    O estudo afirma que há um “risco” de a imigração contribuir para a procura por imóveis e para o aumento dos preços imobiliários.

    O uso do Produto Interno Bruto (PIB) para medir a contribuição econômica da imigração é “irrelevante e enganoso”, de acordo com os lordes.

    Por outro lado, acreditam que a renda per capita deveria ser uma forma mais apropriada de medir o impacto da imigração na economia.

    “A curto prazo, a imigração cria ganhadores e perdedores em termos econômicos. Os maiores ganhadores são os imigrantes e seus empregadores no Reino Unido”, acrescentou.

    “Entre os perdedores podem ser incluídos os empregados com uma remuneração baixa e que concorrem diretamente com os novos trabalhadores imigrantes”, segundo os lordes.

    Brown disse hoje que o PIB por pessoa aumentou desde 1997 (chegada dos trabalhistas ao poder), pois passou de 13.900 libras (17.375 euros) anuais às atuais 22.840 libras (28.550 euros).

    Mas o chefe de Governo admitiu que é preciso manter um equilíbrio entre a contribuição que os imigrantes fazem ao Reino Unido e as pressões às quais a economia pode ser submetida.

    Após conhecer o estudo, o porta-voz de Interior do Partido Conservador (primeiro da oposição), David Davis, disse que o documento “derrubou” o argumento do Governo.

    Por sua parte, o responsável de Interior do Partido Liberal-Democrata (terceira legenda britânica), Chris Huhne, assinalou que este relatório evidencia que o Governo não sabe a quantidade de imigrantes que vivem no Reino Unido.

    No entanto, o responsável de Imigração do Governo, Liam Byrne, defendeu a política trabalhista e disse que este ano será estabelecido um novo organismo – a Agência de Imigração e Fronteiras – que reforçará o controle das fronteiras britânicas.

    O Governo também defendeu a implementação, neste ano, de um sistema de pontos – baseado no australiano e pelo qual as pessoas que podem entrar no país são selecionadas – para a entrada de imigrantes.



     

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