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Relatório da RSF inclui brasileiro entre 86 jornalistas assassinados em 2007

Arquivo Geral

02/01/2008 0h00


Segundo um relatório da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) divulgado hoje, site 86 jornalistas foram assassinados em todo o mundo em 2007, generic incluindo o brasileiro Luiz Carlos Barbon Filho, health e, até o dia 31 de dezembro, 135 continuavam presos por causa de sua atividade profissional.

Barbon, profissional do Jornal do Porto, foi morto a tiros em 5 de maio após denunciar um esquema de aliciamento de menores na cidade de Porto Ferreira, em São Paulo, em agosto de 2003.

Em 2007 houve uma morte a mais em comparação a 2006, mas a evolução dos últimos anos foi notável, considerando que o número de assassinatos foi de 25 em 2002. O país mais perigoso para os profissionais da imprensa no ano passado foi o Iraque, onde 47 jornalistas morreram, todos eles iraquianos, com exceção de um russo.

A Somália, com oito mortes, e o Paquistão, com seis, vêm em seguida na classificação, que, além do Brasil, também inclui os latino-americanos México (Saúl Martínez Ortega e Amado Ramírez), Paraguai (Tito Palma) e Peru (Miguel Pérez Julca).

O caso do Iraque, segundo a RSF, é significativo, já que desde o início da invasão americana, há quase cinco anos, 207 profissionais dos meios de comunicação morreram, superando números de conflitos como o do Vietnã, da antiga Iugoslávia e do genocídio em Ruanda. Além dos 86 jornalistas mortos, 20 profissionais diversos da imprensa morreram.

Em relação às prisões, foi registrado um total de 887 em todo o ano. No último dia de 2007, 135 jornalistas estavam presos, número estável em comparação a anos anteriores.

A RSF contabiliza aproximadamente trinta países onde “os jornalistas que incomodam” acabam na prisão, com o Paquistão no primeiro lugar dessa lista (195 prisões em 2007), seguido por Cuba (55) e Irã (54).

Além dos jornalistas presos, 65 ciberdissidentes foram detidos por se expressar na internet de maneira crítica a seus Governos, principalmente na China, onde 50 casos foram registrados, bem acima do segundo colocado, o Vietnã, com oito casos.

No ano passado, 67 jornalistas foram seqüestrados em todo o mundo, mas apenas 14 continuam em cativeiro, todos no Iraque.

O relatório da RSF destaca também que 2,6 mil blogs foram censurados na internet, especialmente na China, em Mianmar e na Síria. A organização afirma que 90% dos assassinos de jornalistas ficam parcial ou totalmente impunes, por isso exige que as autoridades atuem para que ocorram as investigações e que os casos sejam levados à Justiça.

“A luta contra a impunidade dos assassinos de jornalistas é primordial”, afirma o relatório, que acrescenta que em 2008 serão realizados dois julgamentos importantes: os dos acusados pelas mortes do jornalista turco Hrant Dink e da russa Anna Politkovskaya.

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