O governo dos Estados Unidos gastou nos últimos cinco anos US$ 600 milhões com aposentados e incapacitados já falecidos, informou nesta sexta-feira relatório divulgado pelo Escritório de Gestão de Pessoal (OPM, na sigla em inglês).
De acordo com um informe do inspetor geral do OPM, Patrick McFarland, os rendimentos eram retirados de um fundo de pensão. Em um dos casos destacados no relatório, um homem continuou recebendo a aposentadoria de seu pai até 37 anos depois de sua morte – no total, ele recebeu US$ 515 mil. O caso só foi descoberto há três anos, depois que o filho do aposentado morreu.
Um estudo anterior, de 2005, já havia apontado falhas no sistema previdenciário americano. O novo documento assinalou que a OPM deve melhorar a supervisão dos fundos de pensão, em particular o rastreamento de beneficiados falecidos.
O diretor da OPM, John Berry, disse que seu escritório se comprometeu a corrigir os pagamentos indevidos e já iniciou dez das 14 recomendações propostas pelo inspetor geral para melhorar o funcionamento do órgão.
“Nossa equipe trabalhou intensamente com McFarland nos últimos anos. Vamos colocar em prática medidas de controle interno para proteger nossos contribuintes, empregados e aposentados. Inclusive já foram recuperados US$ 113 milhões”, afirmou Berry, acrescentando que cidadãos que recebem aposentadorias a que não tem direito cometem um delito grave segundo as leis federais.
De acordo com a OPM, cerca de 2,5 milhões de trabalhadores federais recebem ao todo benefícios superiores a US$ 60 bilhões a cada ano. O governo dos EUA, que atravessa forte crise fiscal, vem redobrando seus esforços para combater fraudes no sistema previdenciário.