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Mundo

Rejeitada mudança de Constituição em São Vicente e Granadinas

Arquivo Geral

26/11/2009 0h00

A nação caribenha de São Vicente e Granadinas rejeitou hoje em plebiscito a mudança de Constituição e manterá seus laços políticos com o Reino Unido, com a rainha Elizabeth II como chefe de estado.

Cerca de 56% dos eleitores se pronunciaram contra a mudança de constituição e 42% a favor, em um resultado que supõe um revés para o Governo, vinha defendendo que as duas ilhas se transformassem em uma república independente do Reino Unido.

Embora dois terços do Parlamento composto por 15 membros ter se pronunciado a favor da mudança da Constituição, os cerca de 100 mil eleitores rejeitaram a proposta do primeiro-ministro Ralph Gonsalves, do Partido Trabalhista Unido.

A jornada eleitoral se desenvolveu sem incidentes e de maneira pacífica, informou o comissário de Polícia, Keith Miller.

Em analista político Renrick Rose explicou em um canal de televisão local que a campanha do plebiscito esteve marcada pela divisão dos dois grandes partidos, com o que o resultado final supõe um respaldo para o opositor Partido Novo Democrático, liderado por Arnhim Eustace.

Os analistas consideram também que a ideologia de esquerda do primeiro-ministro Gonsalves e as boas relações que mantém com a Venezuela, Cuba e Brasil foram elementos importantes no resultado final, com uma parte do eleitorado temerosa de que uma mudança de constituição reforçaria o poder do partido Trabalhista Unido e suas relações com o Governo da Venezuela.

Se tivesse triunfado o “sim” no plebiscito, São Vicente e Granadinas teria se constituído em república e a rainha Elizabeth II teria cedido o cargo de chefe de estado.

A nova Constituição propunha limitar o número de membros do gabinete presidencial a 13 e dispor de um sistema eleitoral misto e proporcional de representação.

Observadores da Comunidade do Caribe (Caricom) e da Organização dos Estados Americanos (OEA) se encarregaram de observar o processo eleitoral.

São Vicente e Granadinas, com uma economia dependente do turismo, dos serviços financeiros e do setor do banana, foi território britânico de 1783 até ganhar sua independência em 1979.

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